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Mais 300 pessoas foram detidas em protestos na Bielorrússia

STR

Entre 20 e 30 mil pessoas voltaram a protestar, este domingo, contra o presidente Lukashenko.

As autoridades bielorrussas anunciaram esta segunda-feira ter detido 300 pessoas durante uma manifestação realizada no domingo contra a reeleição considerada fraudulenta do Presidente, Alexander Lukashenko, no poder desde 1994.

"A polícia advertiu repetidas vezes contra a inadmissibilidade de ações ilegais e tomou medidas para reprimir as violações da lei", referiu o Ministério do Interior bielorrusso, acrescentando que "cerca de 300 pessoas foram detidas em Minsk".

A manifestação de domingo reuniu entre 20.000 e 30.000 pessoas nas ruas de Minsk, antes de parte do cortejo se ter dirigido a um local emblemático da repressão estalinista, nos arredores da capital.

Este grupo foi dispersado pela polícia, que usou granadas de atordoamento depois de, no início do dia, ter disparado tiros de aviso para afastar a multidão.

Desde a sua contestada reeleição, em 09 de agosto, o chefe de Estado, de 66 anos, 26 dos quais no poder, enfrenta um movimento de protesto histórico que tem reunido dezenas de milhar de manifestantes todas as semanas, apesar da violência policial usada para reprimir as manifestações e das milhares de detenções.

Quase três meses depois de os protestos terem tido início, a situação parece estar num impasse face à recusa de Lukashenko em deixar o poder.

A sua principal opositora, que se encontra no exílio, Svetlana Tikhanovskaya, convocou, na semana passada, uma greve nacional para enfraquecer o poder do Presidente, mas o movimento não conseguiu parar a economia, em grande parte controlada pelo Estado.

Na mesma semana, Lukashenko ordenou à polícia que reprimisse os manifestantes, mas "sem fazer detenções".

As autoridades já tinham alertado que poderiam começar a munições reais contra os manifestantes, "caso fosse necessário".