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Comissão Europeia cumpre minuto de silêncio por ataques na Áustria e em França

CHRISTIAN BRUNA

Pelo menos cinco pessoas, incluindo um agressor, morreram na segunda-feira à noite num tiroteio no centro de Viena.

A Comissão Europeia cumpriu esta terça-feira um minuto de silêncio em memória das vítimas dos ataques terroristas dos últimos dias na Áustria e em França, condenando estes crimes "desprezíveis" que provocaram oito mortos, além de manifestar solidariedade europeia.

"Em nome da Comissão Europeia, vamos agora cumprir um minuto de silêncio pelas vítimas dos recentes ataques na Áustria e em França. Mantemo-nos juntos e mais unidos do que nunca", declarou o porta-voz do executivo comunitário Eric Mamer.

Falando à imprensa durante a conferência de imprensa diária da instituição, o porta-voz deu assim início ao minuto de silêncio na instituição, que visou também homenagear as vítimas dos "ataques na universidade de Cabul", no Afeganistão.

Eric Mamer apontou que, "depois dos terríveis ataques cometidos por terroristas do Estado Islâmico, ontem [segunda-feira] em Viena, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, falou esta manhã com o chanceler austríaco, Sebastian Kurz, endereçando as suas condolências a ele e ao povo austríaco".

"A presidente condenou veemente este ataque desprezível", acrescentou o porta-voz, vincando que "a família europeia se mantém unida para apoiar a Áustria" e para "lutar fortemente contra o terrorismo em conjunto".

Pelo menos cinco mortes e 17 feridos

Pelo menos cinco pessoas, incluindo um agressor, morreram na segunda-feira à noite num tiroteio no centro de Viena, cometido por "simpatizantes" do Estado Islâmico, que deixou também 17 pessoas feridas.

O ataque, o primeiro em Viena em 35 anos, começou com um tiroteio cerca das 20:00 de segunda-feira (19:00 em Lisboa) numa rua central onde fica a sinagoga principal de Viena, então fechada, próxima de uma área de bares muito frequentada.

As autoridades montaram um enorme dispositivo de segurança para localizar pelo menos um terrorista que fugiu, com dezenas de agentes das forças especiais e especializadas em ações antiterroristas a participarem nos esforços de busca, que também inclui o controlo das fronteiras.

O Governo austríaco alertou que a situação de perigo ainda não passou, e pediu aos cidadãos para não saírem de casa, a não ser que seja estritamente necessário.

Ataque acontece dias depois do de Nice

Este ataque surgiu dias depois de, na passada quinta-feira, três pessoas terem morrido num ataque com faca em Nice, no sudeste de França.

Nesse ataque, também classificado como terrorista, um homem e uma mulher foram mortos na basílica de Nossa Senhora da Assunção, em Nice, onde ocorreu o ataque, e uma terceira vítima, gravemente ferida, morreu num bar perto da igreja, onde se tinha refugiado.

Nice esteve enlutada em 2016 depois de um ataque que deixou 86 mortos na famosa avenida Promenade des Anglais, em 14 de julho, em pleno feriado nacional.

Nos últimos dias têm-se multiplicado reações do mundo muçulmano contra a França e o seu Presidente, depois de Emmanuel Macron ter declarado que continuaria a defender a liberdade de expressão, incluindo a publicação de caricaturas, durante uma homenagem nacional a um professor, decapitado na região parisiense depois de ter mostrado caricaturas de Maomé numa aula sobre liberdade de expressão.

  • Não estou de acordo

    Opinião

    Não estou de acordo com métodos medievais para enfrentar uma pandemia. Se os vírus evoluíram, a organização da sociedade também deveria ter evoluído o suficiente para os combater de outra forma. O recolher obrigatório é próprio dos tempos obscuros e das sociedades não democráticas. Proibir as pessoas de circular na rua asfixia a economia e não elimina a pandemia.

    José Gomes Ferreira