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Emmanuel Macron reage ao ataque em Viena: "Os inimigos devem saber quem enfrentam"

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O presidente francês deslocou-se à embaixada da Áustria para expressar o seu apoio.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, deslocou-se esta terça-feira à embaixada da Áustria para expressar "o seu apoio ao povo austríaco" após o ataque 'jihadista' de Viena, que provocou cinco mortos, incluindo um agressor, anunciou o Eliseu.

Este ataque, que segundo o Governo austríaco foi cometido por "um simpatizante" do grupo 'jihadista' Daesh, mereceu a condenação do conjunto dos dirigentes europeus e da classe política francesa.

O chefe de Estado francês pretendeu assinalar uma vez mais a sua mobilização contra o terrorismo, após este ataque que se segue aos dois recentes atentados 'jihadistas' em França, a decapitação do professor Samuel Paty em 16 de outubro e o assassinato de três pessoas numa igreja em Nice em 29 de outubro.

Na noite de segunda-feira, logo após o tiroteio que semeou o terror na capital austríaca, Macron emitiu uma mensagem Twitter e telefonou ao chanceler austríaco, Sebastian Kurz, com quem manteve contacto durante toda a noite.

"Faremos tudo como europeus para combater esta praga e avançar sem ceder em nenhum dos nossos valores", reiterou Macron, após acrescentar que esses "inimigos devem saber quem enfrentam".

Esta terça-feira, e numa nova mensagem, Macron assinalou que a Europa "está de luto" e prestou homenagem às vítimas e suas famílias.

"Um dos nossos foi duramente atingido pelo terrorismo islamita. Pensamos nas vítimas, nas famílias e nas vidas desfeitas. A França está com a Áustria e disposta a fornecer a sua ajuda. A Europa é solidária e está unida e determinada", acrescentou o chefe do Eliseu.

No atentado austríaco morreram cinco pessoas, incluindo um agressor, e outras 17 pessoas foram feridas pelos disparos.

O agressor abatido pela polícia, de 20 anos, tinha dupla nacionalidade, austríaca e da Macedónia do Norte, e foi posto em liberdade condicional em dezembro passado após cumprir parte de uma pena de 22 meses de prisão por ter tentado viajar para a Síria e juntar-se às fileiras do Daesh.

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