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Rússia e a Turquia condenam ataque terrorista em Viena

Leonhard Foeger

Os dois países oferecem solidariedade e colaboração na luta contra o terrorismo.

A Rússia e a Turquia condenaram o ataque realizado na segunda-feira à noite em Viena, Áustria, que matou cinco pessoas e deixou 17 feridas, oferecendo solidariedade e colaboração na luta contra o terrorismo.

Num telegrama de condolências enviado ao Presidente e ao chanceler austríaco, Alexander Van der Bellen e Sebastian Kurz, respetivamente, o Presidente da Rússia garantiu que o país irá colaborar com a comunidade internacional na luta contra o terrorismo.

Na mensagem, Vladimir Putin condena o crime "cruel e cínico", considerando que constitui mais uma confirmação "da essência desumana do terrorismo".

No entanto, sublinhou, "as forças do terror não serão capazes de intimidar ninguém ou semear discórdia e inimizade entre pessoas de diferentes religiões".

O chefe do Kremlin reiterou ainda a disponibilidade da Rússia em "aumentar a interação com a Áustria e outros membros da comunidade internacional para lutar contra todas as formas e manifestações de terrorismo".

Putin transmitiu condolências e apoio às famílias dos mortos e desejou uma rápida recuperação de todos os feridos.

Também a Turquia condenou o ataque, expressando solidariedade "como um país que enfrenta várias formas de terrorismo há décadas", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco, em comunicado.

A Áustria tem 116.000 cidadãos turcos, de acordo com números oficiais, o que torna esta comunidade estrangeira a terceira maior do país (a seguir aos alemães e aos sérvios) de 8,9 milhões de habitantes.

Os turcos na Áustria são regularmente alvo de críticas do partido FPÖ, hostil à imigração.

Agressor morto após atentado de Viena já tinha sido condenado por terrorismo

O ministro do Interior austríaco, Karl Nehammer, informou que um dos agressores - que estava armado com uma espingarda de assalto e um cinto de explosivos falsos - era um apoiante do grupo 'jihadista' Estado Islâmico e foi morto pela polícia, enquanto um segundo agressor fugiu e está a ser procurado.

Apesar de as motivações do ataque serem ainda desconhecidas, o chanceler austríaco admitiu poder tratar-se de "um motivo antissemita, pelo lugar onde começou".

Os atacantes deslocaram-se depois pelo centro da cidade, disparando sobre quem ocupava as esplanadas.

"Estávamos a comer e a beber, quando ouvimos os tiros. No começo pensámos que fosse fogo de artifício, mas ouvimo-los mais de perto e as pessoas reagiram com pânico", disse Petra, uma brasileira que estava na zona quando o ataque começou.

Outra testemunha, o rabino Schlomo Hofmeister, disse à agência de notícias Efe que ouviu "100 tiros" nos primeiros momentos do ataque.

A Alemanha reforçou o controlo na fronteira com a Áustria após os ataques em Viena, declarou a polícia alemã.