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Prisão perpétua para homem que matou uma mulher em 2015 e planeou ataque a igreja em França

(Arquivo)

Gonzalo Fuentes

Sid-Ahmed Ghlam foi considerado culpado de todas as acusações, incluindo a de homicídio terrorista.

O estudante argelino Sid-Ahmed Ghlam, acusado de planear um ataque numa igreja em Villejuif, nos arredores de Paris, e do homicídio de uma mulher em abril de 2015, foi esta quinta-feira condenado a prisão perpétua por um tribunal criminal parisiense.

O réu de 29 anos foi considerado culpado de todas as acusações, incluindo a de homicídio terrorista.

A sentença é acompanhada por um período de segurança de 22 anos de reclusão (sem direito a liberdade condicional) e uma proibição de permanência definitiva em território francês no termo da pena.

A deliberação do tribunal (pena e medidas de segurança) vai ao encontro dos termos requeridos pelo Ministério Público francês na passada segunda-feira.

Na altura, Sid-Ahmed Ghlam, descrito pela acusação como um homem "frio" e "distante", ouviu o pedido do Ministério Público sem manifestar qualquer tipo de reação.

Outros três arguidos neste processo, acusados de terem fornecido apoio "logístico" a Sid-Ahmed Ghlam, foram também hoje condenados a penas entre 30 e 15 anos de prisão, com um período de segurança que abrange dois terços do período de reclusão.

Identificado como um seguidor do grupo extremista Estado Islâmico (EI), Sid-Ahmed Ghlam foi acusado de planear um ataque contra uma ou duas igrejas católicas em Villejuif em abril de 2015.

O ataque fracassou, segundo defendeu a acusação durante o julgamento, por ter assassinado uma mulher de 32 anos, "provavelmente depois ter tentado roubar o carro" da vítima.

O arguido acabou por desistir do atentado "por se ter ferido acidentalmente numa perna com a arma do crime", acrescentou a acusação.

Ao longo do julgamento, Sid-Ahmed Ghlam negou a pretensão de atacar a igreja e assassinar a mulher, identificada como Aurélie Châtelain.

Hoje, um pouco antes da leitura da sentença e pela primeira vez desde o início do julgamento, Sid-Ahmed Ghlam expressou um sentimento de pesar, mas sem reconhecer nenhum dos factos pelos quais é acusado.

"Lamento amargamente o meu percurso", declarou o acusado, quando foi convidado a falar pela última vez, segundo relataram os 'media' franceses.

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