Mundo

Furacão Eta. Mais de 50 mortos na passagem pela América Central

Furacão Eta nas Honduras, novembro 2020

JOSE VALLE

Governos falam em desastre humanitário.

Pelo menos 57 pessoas morreram na América Central devido ao furação Eta, que causou chuvas fortes e inundações de casas desde o Panamá à Guatemala na quinta-feira e que segundo os meteorologistas está a caminho de Cuba.

Segundo noticia a agência AP, a tempestade que já teve mais força é agora uma depressão tropical, mas deve recuperar e dirigir-se para Cuba e possivelmente para o Golfo do México no início da próxima semana.

A tempestade, que atingiu a Nicarágua como um furacão de categoria quatro na terça-feira, transformou-se numa tempestade tropical.

No entanto, a forte chuva que causou fez com que grande parte da América Central tivesse permanecido em alerta máximo.

Governos falam em desastre humanitário

Governos e organizações de ajuda alertaram que as cheias e os deslizamentos de terra causados pelas chuvas fortes criaram um desastre humanitário em grande parte da região.

Quinta-feira à tarde, o presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, explicou que o mau tempo causou pelo menos 25 mortos, devido a deslizamentos de terras na cidade de San Cristobal Verapaz.

O mesmo fenómeno em Huehuetenango resultou em pelo menos mais 12 mortos, e outras cinco pessoas morreram na Guatemala em outras localidades, acrescentou.

A estes números somam-se as 13 vítimas mortais nas Honduras e as duas na Nicarágua, com as autoridades do Panamá a relatarem ainda oito desaparecidos.

Especialistas preveem recuperação de força

O Eta teve ventos na ordem de 55 quilómetros por hora e moveu-se de norte a noroeste a 13 quilómetros por hora.

Quando o que sobrou da tempestade voltar para as Caraíbas, irá recuperar força e tornar-se numa tempestade tropical, segundo as previsões.

O Eta deve mover-se lentamente em direção a Cuba e a Flórida, e na próxima semana deve dirigir-se para o Golfo do México.

"O que restar quando sair da América Central ainda vai demorar um pouco. Não estou convencido que já terminou", destacou o investigador de furações da Universidade do Colorado, Phil Klotzbach.

E acrescentou que "os ventos não serão o problema, mas a chuva".

  • 1:31
  • Não estou de acordo

    Opinião

    Não estou de acordo com métodos medievais para enfrentar uma pandemia. Se os vírus evoluíram, a organização da sociedade também deveria ter evoluído o suficiente para os combater de outra forma. O recolher obrigatório é próprio dos tempos obscuros e das sociedades não democráticas. Proibir as pessoas de circular na rua asfixia a economia e não elimina a pandemia.

    José Gomes Ferreira