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EUA impuseram novas sanções contra políticos e militares do regime sírio

Murad Sezer

A guerra desencadeada em 2011 na Síria já provocou a morte a mais de 380 mil pessoas.

Os Estados Unidos da América (EUA) impuseram na segunda-feira sanções contra os parlamentares e oficiais militares da Síria, acusados de apoiar a produção de petróleo em benefício da manutenção de Bashar al-Assad no poder.

A notícia é avançada pela agência France-Presse (AFP), que dá conta de que os departamentos do Tesouro e de Estado colocaram 19 pessoas e organizações na 'lista negra'. Estão incluídas a Arfada Petroleum Private Joint Stock Company e a Sallizar Shipping SAL, sediadas no Líbano e na Síria, respetivamente, assim como os executivos destas empresas.

Também o chefe de inteligência da Força Aérea síria, Ghassan Jaoudat Ismaïl, e de um outro ramo de inteligência, Nasr al-Ali foram incluídos nas sanções.

As medidas implementadas por Washington congelam quaisquer bens dos sancionados e bloqueiam os acessos ao sistema financeiro norte-americano e a entrada no próprio país.

Esta é a quinta 'vaga' de sanções desde a entrada em vigor, em meados de junto, da legislação batizada como "Lei César".

Em comunicado, o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse estar "determinado em continuar a exercer pressão económica sobre o regime [Bashar] al-Assad" e os apoiantes.

A Síria atravessa uma das mais graves crises económicas e sociais da sua história, assinalada por uma queda abrupta da sua moeda nacional e um desemprego e pauperização em larga escala.

O regime de Damasco, que controla atualmente mais de 70% do território do país do Médio Oriente após diversas ofensivas militares apoiadas por Moscovo, está submetido a sanções norte-americanas e europeias que têm sido agravadas.

A guerra desencadeada em 2011 na Síria já provocou a morte a mais de 380 mil pessoas.

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