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EUA adiam proibição da aplicação TikTok no território norte-americano

Florence Lo

Washington tem feito acusações de que a aplicação, propriedade do conglomerado chinês ByteDance, está a ser utilizada para Pequim espiar o país.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos da América (EUA) decidiu esta quinta-feira adiar a aplicação da ordem executiva que proibiria a utilização da aplicação para smartphones TikTok em território norte-americano.

Em comunicado, citado pela agência France-Presse (AFP), o Governo norte-americano dá conta de que a proibição da popular aplicação para smartphones "não entrará em vigor", enquanto a administração do Presidente Donald Trump "aguarda novos desenvolvimentos legais".

Washington tem feito acusações de que esta aplicação, propriedade do conglomerado chinês ByteDance, está a ser utilizada para Pequim espiar o país.

O TikTok, uma aplicação na qual os utilizadores criam vídeos e constroem um perfil para exibir os conteúdos que produzem, tornou-se popular em todo o mundo.

O sucesso desta app foi tal, que há utilizadores que se intitulam e são considerados pelos internautas como 'tiktokers', ou seja, pessoas cujos perfis têm muitas visualizações e cujos conteúdos produzidos são encarados como uma profissão -- à semelhança dos 'youtubers', que utilizam o YouTube para esse efeito, e os 'instagramers', que usam o Instagram.

As acusações contra o TikTok são mais um "prego" nas já complicadas relações diplomáticas entre Washington e Pequim.

Entre a imposição de sanções e a acusação feita por Trump de que a pandemia é consequência do "vírus da China", houve um agravamento da situação, depois de uma aparente melhoria no início do mandato do ainda Presidente dos Estados Unidos.