Mundo

Erro hospitalar expõe dados de Bolsonaro e de 16 milhões de pacientes

Silvia Izquierdo

Expostos dados também de sete ministros de Estado, de 17 governadores regionais e dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.

Um funcionário de um prestigiado hospital privado de São Paulo expôs, erroneamente, dados do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e de outros 16 milhões de pacientes suspeitos ou com confirmação de covid-19, informou o jornal Estadão.

As informações pessoais e de saúde dos afetados ficaram à disposição do público durante quase um mês depois que um colaborador contratado pelo Hospital Albert Einstein divulgou numa plataforma uma lista de utilizadores, e respetivas senhas, para aceder os sistemas do Ministério da Saúde.

Com isso, ficaram expostos os dados de milhões de pacientes das 27 unidades federativas brasileiras, inclusive do Bolsonaro, que contraiu o novo coronavírus em julho passado e do qual recuperou no final daquele mesmo mês, e de alguns dos seus familiares.

Entre os pacientes que tiveram a sua privacidade exposta estão sete ministros de Estado e dezassete governadores regionais, além dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, que também contraíram a covid-19.

A falha permitiu filtrar endereços, números de telefone e doenças prévias dessas 16 milhões de pessoas, cujas informações constavam em dois bancos de dados do Ministério da Saúde.

No primeiro, denominado E-SUS-VE, são reportados casos suspeitos e confirmados do novo coronavírus, quando o quadro de saúde do paciente é leve ou moderado; e o segundo, Sivep-gripe, inclui hospitalizações por síndromes respiratórias agudos graves.

Plataforma Github

O jornal Estadão tomou conhecimento do ocorrido através de uma denúncia que incluía um hiperligação para a plataforma "github", onde estavam os utilizadores e as senhas de acesso ao banco de dados do Ministério, numa mensagem publicada em 28 de outubro pelo funcionário do Albert Einstein.

"Github" é uma ferramenta que os programadores informáticos usam para armazenar códigos e arquivos.

Resposta do hospital

O hospital Albert Einstein reconheceu esta quinta-feira, em comunicado, que o colaborador em questão "havia arquivado as informações de acesso a determinados sistemas" do Ministério da Saúde "sem a proteção adequada", e, por isso, decidiu demiti-lo.

"A informação foi imediatamente retirada e o facto comunicado ao Ministério da Saúde para que tomasse medidas que garantam a proteção dos dados", acrescentou.

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    Opinião

    Despir a camisola aquando da celebração de um golo é proibido pelas leis de jogo. Penso que toda a gente sabe disso. Aliás, basta apenas que um qualquer jogador cubra a cabeça usando essa peça de equipamento para ser sancionado.

    Duarte Gomes