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Jovem devolve 200 cartas de amor escritas na II Guerra Mundial

Twitter @CecileFlpp

A caixa com a correspondência foi entregue num centro de reciclagem, mas através do Twitter foi possível encontrar os familiares do casal.

Quando centenas de cartas de amor foram entregue num centro de reciclagem, em França, a jovem que as recebeu soube que não podia destruir aquelas recordações. Com a ajuda do Twitter, Cécile Filippi conseguiu entregar a correspondência aos familiares do casal.

Entre 1942 e 1945, Pierre escreveu quase 200 cartas para a sua amada Aimée.

“Quando vejo passar dias tão lindos, em que poderíamos passar a nossa juventude em paz, parece que o que perco é mais do que sangue, minha pequena Aimée, não podes imaginar como estou com medo e como estou doente de aqui estar”, escrevia o jovem soldado.

A história que ficou imortalizada nestas cartas teve um final feliz: depois da guerra, Pierre e Aimée casaram-se e tiveram duas filhas. Enquanto viviam o seu amor em família, as cartas ficaram esquecidas no sótão da habitação, perto de Saint-Jean-d'Angély, no sudeste de França.

A casa foi entretanto vendida e o comprador encontrou a caixa onde tinham sido guardadas as cartas. Sem olhar para o conteúdo, acabou por entregá-la no centro de reciclagem onde Cécile Filippi trabalha. As cartas emocionaram a jovem de 25 anos que decidiu pôr mãos à obra e publicou um apelo no Twitter.

“Eu trabalho num centro de reciclagem e um homem veio trazer-nos uma caixa cheia de cartas endereçadas a uma certa Aimée Randonnet. Ajude-me a encontrar os seus filhos/netos. Não quero que vão para o lixo”, escreveu a jovem no Twitter.

Cécile tinha pouca esperança de conseguir encontrar a família de Pierre e Aimée, mas em menos de 24 horas a sua publicação foi partilhada mais de 12 mil vezes.

Jean-Christophe Popinot, um sobrinho-neto do casal, viu a publicação e fez com que a caixa chegasse a Claudine, a única filha viva do casal, que “nem sabia da existência dessas cartas”. Os familiares foram buscá-las ao centro de reciclagem logo o dia seguinte.

A história de amor dos pais está agora a ser partilhada com a família. Claudine “está a ler as cartas com os seus filhos e netos” e ficou a saber que o seu pai era também um poeta. “Algumas cartas terminam em verso, numa ode ao seu amor”, conta Jean-Christophe Popinot na sua conta de Twitter.