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Irão confirma sentença de morte do jornalista Rouhollah Zam

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Jornalista foi acusado por Teerão de ter desempenhado um papel de agente em nome da França.

O Supremo Tribunal do Irão confirmou a sentença de morte do jornalista iraniano Rouhollah Zam, acusado por Teerão de ter desempenhado um papel de agente em nome da França, anunciou esta terça-feira fonte oficial.

"Há mais de um mês, a Suprema Corte decidiu sobre o caso e o veredicto do Tribunal Revolucionário foi confirmado", disse, em conferência de imprensa, transmitida 'online', o porta-voz da autoridade judicial, Gholamhossein Esmaïli, sem acrescentar mais detalhes.

Rouhollah Zam

Rouhollah Zam viveu no exílio por vários anos em França, antes de ser preso pela guarda revolucionária, o exército da República Islâmica, em circunstâncias pouco claras.

A sua prisão foi anunciada em outubro de 2019, mas o Irão não especificou o local ou a data dos factos, acusando o dissidente, de 40 anos, de ser comandado pelos serviços secretos franceses e apoiado pelos serviços secretos dos Estados Unidos e de Israel.

Zam, que tinha estatuto de refugiado em França, dirigia um canal na plataforma de mensagens criptografadas Telegram, chamado Amadnews, considerado culpado de desempenhar um papel ativo no protesto do inverno de 2017-2018.

Protesto do inverno de 2017-2018

Pelo menos 25 pessoas morreram nesses distúrbios que afetaram dezenas de cidades iranianas entre 28 de dezembro de 2017 e 3 de janeiro de 2018.

Teerão classificou como "sedição" esse movimento de protesto contra o alto custo de vida.

Em junho, o porta-voz da autoridade judicial, Gholamhossein Esmaïli indicou que o Tribunal Revolucionário de Teerão "considerou que as 13 acusações [pelas quais estava indiciado] equivaliam à acusação de 'corrupção na terra' e, portanto, condenação a sentença de morte".

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