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Ataque de grupo armado no Burkina Faso causa pelo menos seis mortos

Joe Penney

Entre as vítimas estão dois civis supletivos das forças de segurança.

Pelo menos seis pessoas foram mortas na segunda-feira em confrontos ocorridos no norte do Burkina Faso, perto da fronteira com o Mali, entre os quais dois civis supletivos das forças de segurança, disse esta terça-feira um eleito local.

"Indivíduos armados atacaram ontem [segunda-feira] à noite a localidade de Loumbila", situada a 35 quilómetros de Ouahigouya, capital da região do Norte, provocando "seis mortos, dos quais dois eram Voluntários" da Defesa da Pátria (VDP), declarou o eleito local, sob anonimato, à agência France-Presse, adiantando ainda a existência de três feridos.

Os atacantes, "cerca de cem", pelas suas estimativas, "atacaram vários locais, incluindo o centro de saúde e o mercado, e incendiaram outros".

A mesma fonte acrescentou que os atacantes levaram "vários bens, como alimentos, bicicletas e triciclos" de transporte.

Uma fonte dos serviços de segurança confirmou à agência noticiosa que "a ocorrência de violentos combates foi reportada" na segunda-feira à noite "em Koumbri e foram enviados reforços para a zona", bem como um "balanço provisório de seis mortos e inúmeros estragos", mas sem estimar o número de atacantes.

Um dirigente local dos VDP, instituídos em novembro de 2019, também confirmou o ataque e a "perda de dois elementos", explicando ter sido alertado "algum tempo depois do ataque perto das 18:00" locais.

Estes voluntários civis recebem uma formação militar em 14 dias, antes de exercerem missões de vigilância e proteção, e dispõem de armas ligeiras e meios de comunicação e observação.

Mais de uma centena destes voluntários foram mortos em combate desde janeiro de 2020. O Burkina Faso, fronteiriço com o Mali e o Níger, é teatro de ataques de milícias de forma regular desde 2015.

O norte do país, limítrofe do Mali, é a zona mais afetada por estes ataques, que já causaram mais de 1.200 mortos e mais de um milhão de deslocados.

Estes ataques ocorreram depois de o Níger ter registado no sábado o ataque mais mortífero imputado a uma daquelas milícias contra civis no Sahel, que causou cerca de 100 mortos.