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Guardas da Revolução iranianos ameaçam mandantes do assassínio de Soleimani

Thaier Al-Sudani

Soleimani foi morto num bombardeamento norte-americano junto ao aeroporto de Bagdad a 3 de janeiro de 2020.

Os Guardas da Revolução do Irão alertaram esta quarta-feira os dirigentes dos Estados Unidos que ordenaram o assassínio do general iraniano Qassem Soleimani, há um ano, que não terão tranquilidade "nem dentro das suas casas".

"Já o dissemos e voltamos a dizê-lo, a derrota e a vingança começaram e vocês não poderão mais ter tranquilidade nem dentro das vossas casas", sublinhou o comandante da Força Qods dos Guardas da Revolução, Esmail Qaani, sucessor de Soleimani no cargo.

Qaani afirmou que todos os envolvidos no assassínio, desde o Presidente norte-americano ainda em funções, Donald Trump, ao seu secretário de Estado, Mike Pompeo, devem saber que "não podem matar o herói da luta contra o terrorismo na região e depois viver confortavelmente", segundo a agência oficial IRNA.

Nesse sentido, instou-os a aprender com as precauções que o escritor Salman Rushdie teve de tomar depois do líder da Revolução Islâmica no Irão, o ayatollah Khomeini, ter emitido uma 'fatwa' (decisão baseada na lei islâmica) pedindo a sua execução pelo livro "Os Versículos Satânicos", de 1988.

Soleimani foi morto num bombardeamento norte-americano junto ao aeroporto de Bagdad a 3 de janeiro de 2020 e, em resposta, o Irão atacou uma semana depois com mísseis uma base militar no Iraque com soldados dos Estados Unidos.

Este ataque foi apenas o primeiro passo da vingança de Teerão, reiterou Qaani, indicando que os iranianos ainda vão dar aos Estados Unidos "outras duas bofetadas".

O líder da Força Qods, encarregada das operações no exterior do Irão, insistiu, como fez a maioria dos responsáveis iranianos, que a vingança final será "a expulsão dos Estados Unidos da região" do Médio Oriente.