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Ataques aéreos israelitas sobre a Siria matam pelo menos 31 combatentes pró-regime

Damasco, Síria

Omar Sanadiki / Reuters

O ataque mais mortífero desde 2018, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Pelo menos 31 militares e combatentes pró-regime sírio foram mortos, esta madrugada, em ataques aéreos israelitas visando posições militares no leste da Síria, no ataque mais mortífero desde 2018, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Israel tem realizado, desde o início da guerra na Síria, em 2011, centenas de ataques contra militares inimigos, incluindo soldados do Governo sírio, forças aliadas iranianas e combatentes libaneses do Hezbollah.

Nas últimas semanas, os bombardeamentos atribuídos a Israel intensificaram-se no leste da Síria, onde milícias estrangeiras patrocinadas pelo Irão estão posicionadas na província de Deir Ezzor, na fronteira com o Iraque.

Os últimos ataques noturnos mataram pelo menos sete soldados do exército sírio e 24 combatentes estrangeiros ligados a milícias pró-Irão, de acordo com um balanço do Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Os ataques tiveram como alvos armazéns de armas e posições militares, particularmente nos arredores da cidade de Deir Ezzor e nos desertos de Boukamal e Mayadine, disse o diretor do Observatório, Rami Abdel Rahmane.

A região abriga tropas do Hezbollah libanês e da Brigada Fatimid, formada por combatentes afegãos pró-Irão, referiu.

Os ataques realizados esta madrugada são "os mais mortíferos" desde os ataques de junho de 2018, na mesma província de Deir Ezzor, sublinhou Abdel Rahmane, lembrando que, na altura, foram mortos 55 combatentes pró-regime, sírios e iraquianos.

Já ao longo do dia de terça-feira, aviões não identificados realizaram vários ataques na região de Boukamal, matando 12 combatentes de milícias pró-Irão, informou o Observatório.

O Estado hebreu continua a insistir que não permitirá que a vizinha Síria se torne líder das forças iranianas.

Em 2020, Israel atingiu cerca de 50 alvos na Síria, de acordo com um relatório anual publicado pelo exército israelita, incursões que, segundo afirmou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em novembro, representam a "política clara" do país.

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