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Embaixador italiano morto em ataque armado na República Democrática do Congo

STRINGER/ REUTERS

Luca Attanasio foi "baleado no abdómen" e transportado "em estado crítico" para um hospital em Goma.

O embaixador italiano em Kinshasa foi hoje morto a tiro num ataque armado a um comboio do Programa Alimentar Mundial (PAM), durante uma visita perto de Goma, no leste da República Democrática do Congo, segundo fontes diplomáticas.

O embaixador Luca Attanasio "morreu em consequência dos ferimentos", disse à agência AFP uma fonte diplomática em Kinshasa.

Neste ataque foram também mortas outras duas pessoas, de acordo com o porta-voz do exército na região do Kivu Norte, major Guillaume Djike, que não revelou a identidade das vítimas, embora várias fontes tenham adiantado que existam suspeitas de se tratar do condutor e do guarda-costas do embaixador.

Luca Attanasio, que desempenhava as funções de embaixador na República Democrática do Congo desde início de 2018, foi "baleado no abdómen" e transportado "em estado crítico" para um hospital em Goma, segundo disse à agência AFP uma fonte diplomática.

O exército congolês disse, entretanto, que "as Forças Armadas Congolesas estão a tentar descobrir quem são os agressores".

A morte do diplomata foi já confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano.

"É com profunda tristeza que o Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma a morte, hoje em Goma, do embaixador italiano na República Democrática do Congo, Luca Attanasio, e de um soldado", refere-se num comunicado.

O ataque ao comboio do PAM teve lugar a norte de Goma, a capital da província do Kivu Norte, que tem sido flagelada pela violência de grupos armados há mais de 25 anos.

Esta região, que acolhe o Parque Nacional da Virunga, uma joia natural, turística e em perigo de extinção, é também o cenário de conflito no Kivu Norte, onde dezenas de grupos armados lutam pelo controlo da riqueza do solo e subsolo.

Criado em 1925, o Parque Nacional de Virunga é Património Mundial da UNESCO. Estende-se por 7.769 km2, desde Goma até ao território de Beni, entre montanhas e florestas.

O parque é guardado por 689 guardas-florestais armados, dos quais pelo menos 200 foram mortos no cumprimento do seu dever, segundo os funcionários do parque.

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