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Estados Unidos exortam Irão a submeter atividades nucleares à AEIA

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O Irão e a Agência Internacional de Energia Atómica acordaram um modelo de inspeções mais limitado ao programa nuclear.

Os Estados Unidos exortaram esta segunda-feira o Irão a que submeta "completamente" o controlo das suas atividades nucleares à Agência Internacional de Energia Atómica (AEIA), após o acordo temporário assinado entre a agência e Teerão.

O porta-voz da diplomacia dos Estados Unidos, Ned Price, elogiou a missão em Teerão do diretor-geral da AEIA, Rafael Grossi, "enquanto reiterava o apelo ao Irão para que respeite totalmente os seus compromissos de verificação e de não proliferação nuclear".

O Irão e a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) acordaram domingo um modelo de inspeções mais limitado ao programa nuclear daquele país, face ao anúncio de Teerão de suspender a cooperação internacional na próxima semana.

A decisão foi anunciada domingo pelo diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, no regresso a Viena, sede deste organismo da ONU, depois de uma visita de dois dias a Teerão, onde se reuniu com os principais negociadores iranianos.

A tensão em torno do programa nuclear do Irão deve-se a uma lei iraniana que entra em vigor na terça-feira e que prevê a suspensão do chamado "protocolo adicional" do Tratado de Não Proliferação de Armas nucleares (TNP), se os Estados Unidos não suspenderem as sanções contra o país.

Esse protocolo permite que os inspetores da AIEA visitem qualquer instalação nuclear no Irão, civil ou militar, sem aviso prévio, uma medida que é considerada fundamental no âmbito do acordo nuclear de 2015, assinado para limitar o programa nuclear iraniano em troca do levantamento das sanções impostas por vários países.

Do acordo celebrado em 2015 retiraram-se, três anos depois, os Estados Unidos da América, por decisão do então Presidente Donald Trump, que restabeleceu sanções económicas a Teerão.

Desde 2019, o Irão tem vindo a deixar de cumprir os seus compromissos no pacto.

Teerão declara-se disposto a cumprir o acordo, mas exige primeiro o levantamento das sanções norte-americanas, especialmente o embargo às exportações do petróleo que atingiu duramente a sua economia.

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