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ONU alerta que situação humanitária na Síria retrocedeu cinco anos

Damasco, Síria

Omar Sanadiki / Reuters

O porta-voz do Gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários recorda que dois milhões de sírios vivem numa situação de pobreza extrema.

Cerca de 13,4 milhões de pessoas (quatro em cada cinco) na Síria necessitarão de ajuda humanitária este ano, um aumento de 20% em relação a 2020 e um regresso aos números de há cinco anos, alertou esta terça-feira a ONU.

Para este aumento contribuiu a forte depreciação da libra síria, que caiu 78% num ano, aliada ao aumento dos preços e à eliminação de subsídios para alguns produtos, explicou o porta-voz do Gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Jens Laerke, numa conferência de imprensa em Genebra.

"Isto levou a uma crescente insegurança alimentar e a que sejam cada vez menos acessíveis serviços como a saúde, a água potável e a educação para as crianças", avisou.

A OCHA estima que as operações de assistência na Síria em 2021 exijam um investimento de 4,2 mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros) e recorda que dois milhões de sírios vivem numa situação de pobreza extrema.

Dos 22 milhões de habitantes da Síria antes do início da guerra em 2011, mais de 11,5 milhões abandonaram as suas casas, incluindo mais de cinco milhões que estão refugiados noutros países, sobretudo da região, como a Turquia, Jordânia, Líbano, Egito e Iraque.

Guerra na Síria, crianças que sonham voltar a casa

O fotógrafo Khalil Ashawi capturou o retarato de nove crianças, cada uma delas nascida em anos diferentes da guerra da Síria. Todas vivem no campo de refugiados de Atmeh, perto da fronteira com a Turquia.