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"Tsunami de lixo" nas praias do Rio de Janeiro. "Isto é um crime global"

Por ano, 8 milhões de toneladas de plástico são despejadas nos oceanos.

O clima na baía de Guanabara permite idas à praia durante todo o ano mas a poluição estraga o cenário.

Os banhos não são recomendados na maioria das praias e o plástico, na maior parte das vezes lixo doméstico, invade o areal.
O problema não é novo, mas tem vindo a piorar.

O Presidente do Instituto Mar Urbano fala num "tsunami", e o lixo encontrado na praia do Galeão é apenas uma pequena parte
do que é depositado nos oceanos todos os anos.

"São 8 milhões de toneladas de plástico que chegam ao oceano a cada ano, sufocando a vida marinha e ameaçando a existência do Homem no planeta", avisa Ricardo Gomes.

O problema é de todos e, em maior ou menor quantidade, vai-se repetindo por todo o planeta.

"Isto é um crime, e não é só um crime contra a cidade do Rio de Janeiro, não é um crime só contra a população do Rio de Janeiro. O mal que nós, Cariocas, fazemos contra o oceano é um mal global".

Apanhar lixo não basta. É também muito importante perceber de onde vem, para tentar, pelo menos, reduzi-lo. E o ativista e documentalista sabe por onde começar. "70% deste plástico é de uso único, embalagens descartáveis, copos de plástico, embalagens de comida. E podemos mudar isso, nao é?"

Ricardo Gomes é biólogo, fotoógrafo e autor do documentário "Baía Urbana" (2017) sobre a Baía de Guanabara.

Com o Instituto que criou pretende criar conteúdos audiovisuais sobre a biodiversidade marinha e explorar a relação do Homem com o Mar para consciencializar e mobilizar a sociedade.

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