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Nova Zelândia levanta alerta de tsunami e ordena regresso de residentes a zonas evacuadas

Sismo registado a 4 de março perto das desabitadas ilhas Kermadec, no Pacífico, que fazem parte da Nova Zelândia.

USGS HANDOUT

As autoridades neozelandesas ordenaram hoje o regresso a casa de milhares de pessoas forçadas a deslocar-se para zonas altas, após o alerta de tsunami emitido depois de uma série de sismos, o mais forte de 8,1.

As autoridades neozelandesas ordenaram hoje o regresso a casa de milhares de pessoas forçadas a deslocar-se para zonas altas, após o alerta de tsunami emitido depois de uma série de sismos, o mais forte de 8,1.

A Agência de Gestão Nacional de Emergências neozelandesa (NEMA, na sigla em inglês), que levantou o alerta de tsunami cerca da meia-noite em Lisboa, precisou no entanto que ainda se esperam "correntes fortes [...] e rebentação imprevisível na costa".

Um sismo de magnitude 8,1 produziu-se nas primeiras horas da manhã perto das desabitadas ilhas Kermadec, no Pacífico, que fazem parte da Nova Zelândia.

O sismo, que segundo as primeiras informações não causou vítimas, foi precedido por réplicas de 7,4 e 6,9 na mesma região, a mil quilómetros da costa da Nova Zelândia, às 08:28 locais (19:28 de quinta-feira em Lisboa) e a 19 quilómetros de profundidade, de acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

O centro de alerta de tsunamis no Pacífico alertou para ondas potencialmente perigosas na Nova Zelândia, Guam, Tonga, Samoa, Havai, nas ilhas Cook, Fiji, Wallis e Futuna, entre outros, levando as autoridades neozelandesas a ordenar a evacuação de algumas áreas.

Horas antes, as autoridades tinham levantado um alerta de tsunami lançado depois de um terramoto de magnitude 6,9 ao longo da costa leste da Nova Zelândia ter sido também registado na quinta-feira (sexta-feira no horário local), igualmente sem notícias de vítimas ou danos materiais.

O risco de que se produzam outros sismos com magnitude superior a 7, nos próximos 30 dias, é "muito provável", segundo um comunicado divulgado hoje pela agência de controlo de atividade geológica GeoNet.

A NEMA tinha ordenado a evacuação de povoações de zonas costeiras na Ilha Norte, pedindo a milhares de residentes que se deslocassem para uma zona elevada próxima e se mantivessem nesse local até novo aviso.

A ordem, prontamente seguida, provocou engarrafamentos nas zonas afetadas.

A Agência de Gestão Nacional de Emergências neozelandesa também emitiu um alerta para a zona perto da cidade de Auckland, na Ilha Norte, com 1,7 milhões de habitantes, devido ao aumento imprevisível de ondas perigosas.

A Nova Zelândia foi a primeira a levantar o alerta de tsunami na zona, igualmente levantado mais tarde "para todos os territórios franceses no Pacífico", informou o ministro francês do Ultramar, Sébastien Lecornu, na rede social Twitter.

A onda mais alta, de um metro de altura, ocorreu na Nova Caledónia, na ilha de Maré, no arquipélago das Ilhas Loyalty, indicaram os serviços locais de segurança civil, precisando que não se registaram danos.

A Nova Zelândia assinalou recentemente o 10.º aniversário do sismo de magnitude 6,3 em Christchurch, que matou 185 pessoas nessa cidade do sul do país.

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