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Governo do Sudão e rebeldes assinam acordo para retomar negociações de paz

O líder do Conselho Soberano do Sudão, general Abdel Fattah al-Burhan, o presidente do Movimento de Libertação do Povo do Sudão-Norte, Abdelaziz al-Hilu, e o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, após assinatura de uma declaração de princípios entre o governo de transição do Sudão e o Movimento de Libertação do Povo do Sudão

Jok Solomun

Acordo para reatar as negociações de paz em 20 de abril.

O Governo do Sudão e o Movimento Popular de Libertação do Sudão/Setor Norte (MPLS-N) firmaram hoje uma declaração de princípios para reatar as negociações de paz em 20 de abril.

O documento foi assinado pelo presidente do Conselho Soberano sudanês, Abdelfatah al Burhan, e o líder do MPLS-N, Abdelaziz Adam al Helu, na capital do Sudão do Sul, Juba, estabelecendo as bases para se voltar à mesa de negociação, depois de o último diálogo entre as duas partes ter acontecido em agosto de 2020.

O MPLS-N é o principal grupo armado no país que não assinou o acordo de paz subscrito em outubro pela maioria das forças rebeldes sudanesas.

Segundo o chefe do Comité de Mediação, Tut Galuak, a ronda de negociações entre as duas partes começa em 20 de abril, em Juba.

Os principais aspetos plasmados no acordo de princípios incidem em "estabelecer um Estado federal civil e democrático que garante a liberdade de religião", e a unificação de todas as forças militares do país, incluindo as múltiplas milícias rebeldes, num exército unificado.

A declaração reconhece o compromisso de "separar as identidades culturais, étnicas e religiosas do Estado, para que o Estado não imponha uma religião a ninguém nem adote uma religião oficial", respondendo a uma das principais reivindicações do MPLS-N.