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Inundações em Timor-Leste. Pelo menos 11 mortos e Díli em situação de "calamidade"

Várias casas foram arrastadas pela água. Há um número indeterminado de desalojados.

Pelo 11 nove pessoas morreram nas inundações que assolaram a cidade de Díli, capital de Timor-Leste, disse à Lusa fonte da Proteção Civil, admitindo que esse número "pode aumentar". Grande parte da cidade está inundada, com os leitos das principais ribeiras a transbordar, depois de três dias de chuva intensa, convertendo toda a capital timorense numa "zona de calamidade".

O secretário de Estado da Proteção Civil convocou já uma reunião de urgência para avaliar as situações mais urgentes e que requerem atenção imediata. Um balanço total dos estragos é nesta altura "impossível", segundo fonte do Governo, com danos avultados em casas privadas, estabelecimentos comerciais e várias infraestruturas, entre as quais parte da estrada que liga Díli a Aileu, 47 quilómetros a sul da capital.

Díli. Casas evacuadas e parte da Avenida de Portugal abateu

Em várias estradas, a circulação está interrompida, por causa do volume da água.

Parte da Avenida de Portugal, ao longo do mar, onde estão situadas algumas das embaixadas, abateu, com as águas a entrarem nas casas, incluindo na delegação da Lusa.

Vários residentes, incluindo cidadãos portugueses, já tiveram de abandonar as suas casas, apesar de a circulação em Díli estar muito limitada, devido ao largo volume de água que se acumula.

A maré alta, durante a noite, e o largo volume de águas das ribeiras, fez subir o nível em praticamente toda a cidade, com as equipas da Proteção Civil, bombeiros e serviços de emergência do Governo espalhados pela cidade a tentar auxiliar as populações.

Um número indeterminado de famílias perdeu as suas casas, com várias zonas, incluindo o recinto do palácio presidencial, inundadas.

Há ainda preocupação relativamente a dois locais usados para o isolamento de pacientes de covid-19, nomeadamente o centro de Vera Cruz, em Díli, e a zona de Tasitolu.

Previsões de chuva forte

Nos últimos dias, os serviços meteorológicos tinham alertado para o risco de chuva forte em várias zonas do país, com destaque para a costa Norte, devido aos efeitos de um sistema de baixa pressão, localizado sobre a parte ocidental da ilha de Timor.

As chuvas fortes já tinham causado problemas em vários municípios do país nos últimos dias, com relatos de casas destruídas e outras infraestruturas afetadas, incluindo estradas e pontes.

Alguns residentes dizem que as chuvas e a situação que se vive hoje em Díli é significativamente mais grave que a que se viveu no passado dia 13 de março de 2020, quando cheias afetaram dezenas de milhares de pessoas na capital.

Residentes mais velhos disseram à Lusa que não se lembram de cheias assim em Díli desde os anos 1970.

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