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Jordânia proíbe publicação de informações sobre atos de sedição no reino

Rei Abdullah II da Jordânia.

Yousef Allan

O príncipe Hamzah é acusado de querer fomentar ações de sedição contra o rei Abdallah II.

O Procurador Geral de Amã proibiu a publicação de informações sobre o príncipe Hamzah, acusado de querer fomentar ações de sedição contra o meio-irmão, o rei Abdallah II, indica um comunicado oficial.

"A interdição da publicação diz respeito a todos os meios áudio, visuais e redes sociais assim como imagens ou vídeos sobre o assunto, sob pena de acusação penal", refere o comunicado do Procurador Hassan al-Abdallat.

O príncipe Hamzah, alvo das acusações de sedição, foi impedido de sair do palácio onde reside em Amã.

No âmbito do processo de suposta sedição contra o monarca já foram detidas dezenas de altos funcionários, entre os quais Cherif Hassan ben Zaid, um antigo diretor do gabinete do rei da Jordânia.

Na segunda-feira, os 'media' locais noticiaram a resolução da crise, com o diário Al Rai a titular "Abortou plano para minar a estabilidade e segurança da Jordânia" e "Enterrada sedição que germinava", enquanto o Al Dustur também se referiu ao "enterro de sedição" e o jornal Al Gad foi mais longe ao anunciar a derrota da "conspiração de delírios".

O desenlace terá acontecido depois de Abdullah II ter tomado a iniciativa de mediar com o príncipe Hamzah a resolução do conflito no seio da família real.