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Ataque terrorista na Nigéria atinge organizações humanitárias e instalações da ONU

Carlo Allegri

O nordeste da Nigéria tem sido alvo de conflitos mortais desde 2009.

Jihadistas alegadamente ligados ao Estado Islâmico atacaram este sábado as instalações de várias organizações humanitárias e das Nações Unidas na cidade nigeriana de Damasak, e ainda estão no local, afirmaram fontes das organizações não-governamentais (ONG).

O ataque, que ainda estava em curso hoje à tarde, é o segundo contra uma das nove bases humanitárias da ONU no país.

"Os combatentes do Iswap (Estado islâmico na África Ocidental) ainda estão em Damasak, conduzindo pelas ruas, disparando tiros e incendiando instalações humanitárias", disse um responsável de uma organização humanitária sob condição de anonimato, citado pela agência de notícias francesa AFP.

O ataque a um edifício de uma ONG, que se incendiou, espalhou-se pela base da ONU, que foi destruída, afirmou outro responsável.

As instalações de três outras ONG foram também destruídas, acrescentou a mesma fonte.

Uma fonte militar confirmou o ataque a Damasak, mas disse que os jihadistas não tinham tomado a cidade, porque tinham sido empurrados para fora dela.

O nordeste da Nigéria tem sido alvo de conflitos mortais desde 2009 e de ataques do grupo terrorista islâmico Boko Haram.

Em 2016, o grupo separou-se, ficando a fação histórica de um lado e a Iswap, reconhecida pela EI, do outro.

Há três anos, em 01 de março de 2018, os combatentes do Iswap atacaram uma base da ONU em Rann, uma cidade do nordeste da Nigéria, matando três funcionários e raptando outro.

Em 01 de março deste ano, os jihadistas do Iswap atacaram a cidade de Dikwa, matando seis civis e forçando os trabalhadores humanitários a retirarem-se.