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Rússia disposta a salvar acordo sobre energia nuclear do Irão mas critica UE

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"Na União Europeia não há nenhuma coordenação. A mão direita não sabe o que faz a mão esquerda", afirmou Lavrov.

A Rússia disse hoje que espera salvar o acordo sobre a energia nuclear iraniana se os Estados Unidos regressarem às negociações, mas acusou a União Europeia de estar a ameaçar os contactos com sanções sobre os direitos humanos.

"Contamos com o facto de sabermos salvar o acordo e que Washington regresse por fim à implementação total e completa da resolução das Nações Unidas", disse o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, que se encontra em Teerão.

Lavrov voltou a pedir aos Estados Unidos para levantar as sanções impostas contra Teerão depois de os Estados Unidos, em 2018, terem abandonado o acordo internacional sobre a energia nuclear.

Por outro lado, o chefe da diplomacia russa criticou a União Europeia que segundo Lavrov ameaça os esforços em curso, no âmbito das negociações sobre energia nuclear, ao anunciar sanções contra oito altos responsáveis iranianos por atos cometidos em manifestações ocorridas em novembro de 2019.

"Na União Europeia não há nenhuma coordenação. A mão direita não sabe o que faz a mão esquerda", afirmou Lavrov.

Paralelamente, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão reiterou as acusações contra Israel sobre alegados atos de sabotagem, no domingo, na central de enriquecimento de urânio em Natanz, no centro do país.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão avisou ainda os Estados Unidos de que não existem "vantagens" no quadro das negociações sobre a energia nuclear utilizando "atos de sabotagem" ou sanções.

"Os norte-americanos devem saber que nem as sanções nem os atos de sabotagem são instrumentos de negociação. Essas ações só vão complicar ainda mais a situação para eles", disse Mohamad Javad Zarif numa conferência de imprensa em Teerão.

As declarações do chefe da diplomacia iraniana ocorrem 48 horas após o acidente no centro nuclear iraniano que Teerão diz ter sido provocado por sabotagem.

Os Estados Unidos garantiram segunda-feira que não estiveram envolvidos no que o Irão chamou de "ação de sabotagem" contra fábrica de enriquecimento de urânio, em Natanz.

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