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Rússia diz ter abatido 200 "terroristas" na Síria

A guerra da Síria causou pelo menos 388.652 mortos e mais de 11 milhões de deslocados e refugiados.

O exército russo anunciou esta segunda-feira que abateu "cerca de 200 combatentes" num bombardeamento aéreo a uma base que abrigava "terroristas" a nordeste da cidade de Palmira, na Síria, país onde atua em apoio ao presidente Bashar Al-Assad.

"Após a confirmação por várias fontes da localização de alvos terroristas, a Força Aérea russa realizou vários ataques, resultando na destruição de dois abrigos e na morte de cerca de 200 combatentes", disse o Ministério da Defesa russo em comunicado divulgado na rede social Facebook.

A guerra da Síria, que já completou 10 anos, causou pelo menos 388.652 mortos e mais de 11 milhões de deslocados e refugiados.

No comunicado divulgado esta segunda-feira, o Ministério da Defesa russo adianta que os bombardeamentos destruíram "24 carrinhas pick-up equipadas com metralhadoras pesadas e cerca de 500 quilos de munições e componentes para fabrico de explosivos improvisados".

Sem precisar qual o grupo terrorista atingido ou a data do ataque, o Ministério adianta que o alvo era uma "base camuflada" dos "grupos terroristas" usada para preparação de ataques bombistas, e que teriam como objetivo desestabilizar o país antes das eleições presidenciais de 26 de maio.

Província de Idlib é o último bastião dos grupos rebeldes e jihadistas na Síria

A província de Idlib (noroeste) é o último bastião dos grupos rebeldes e 'jihadistas' na Síria, sendo controlada principalmente pelo Hayat Tahrir al-Sham, ex-ramo sírio da Al-Qaeda.

O presidente sírio Bashar Al-Assad beneficia desde 2015 de apoio militar russo em grande escala, o que lhe permitiu recapturar territórios perdidos para forças rebeldes.

O presidente do Parlamento da Síria, Hammouda Sabagh, anunciou no passado fim-de-semana que serão realizadas em 26 de maio eleições presidenciais, as segundas desde o início da guerra.

Devido a ataques de insurgentes e até que a situação se estabilize, a Rússia e a Turquia encerraram a partir de final de março três postos de controlo na Síria, dois em Idlib e um em Alepo.

O Ministério da Defesa da Rússia precisou tratar-se dos postos de Saraqeb e Miznas em Idlib e de Abu Azeidin em Alepo.

A organização não-governamental (ONG) Observatório Sírio para os Direitos Humanos afirmou na semana passada que as tropas russas, aliadas do presidente sírio Bashar Al Assad, começaram a retirar-se de duas bases militares numa região controlada por forças curdas, muito perto do local onde as tropas turcas estão posicionadas.

Segundo o comunicado desta organização sediada no Reino Unido e que conta com uma ampla rede de parceiros no terreno, foram vistas várias colunas militares de Moscovo a abandonarem as bases de Tal Rifat e Ashtar, na zona rural de Aleppo, rumo à capital homónima daquela região.

A pequena região de Shahba, perto da fronteira com a Turquia, que tem como centro administrativo Tal Rifat, é controlada por forças curdas e abriga um grande número de deslocados, que fugiram da região vizinha de Afrin, quando esta foi tomada por Ancara e pelas milícias, aliados desde 2018.

O Ministério da Defesa turco anunciou este mês a morte de dois dos seus soldados naquela região, após confrontos com forças curdas.

Ancara considera aquela força como terrorista, comparando-a ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), uma guerrilha curda da Turquia.

Nas últimas semanas, os confrontos entre as tropas turcas e curdas intensificaram-se em várias aldeias na zona rural no norte de Aleppo.

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