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Autoridades nova-iorquinas identificam suspeito do tiroteio de sábado em Times Square

Alba Vigaray

Farrakhan Muhammad, um homem de 31 anos de idade, com registo criminal por agressão.

As autoridades de Nova Iorque revelaram este domingo a identidade do homem suspeito de ferir duas mulheres e uma criança, num tiroteio ocorrido sábado à tarde por causa de uma disputa em Times Square, centro de Manhattan.

As vítimas estão a recuperar num hospital local e a indignação entre os nova-iorquinos está a crescer devido ao aumento da violência armada na "Big Apple".

Segundo a estação de televisão ABC7, que cita fontes policiais, o suspeito é Farrakhan Muhammad, um homem de 31 anos de idade, com registo criminal por agressão, que será vendedor ilegal e que, durante o incidente de sábado, terá tentado matar o seu irmão porque este queria denunciá-lo às autoridades.

As vítimas do tiroteio são uma rapariga de 4 anos, que foi alvejada numa perna e cuja recuperação está a evoluir bem, depois de ter sido operada; uma mulher de 23 anos, residente em Rhode Island, que também foi alvejada numa perna; e uma mulher de 43 anos, de Nova Jersey, que foi alvejada num pé, de acordo com os meios de comunicação social locais.

O incidente ocorreu em plena luz do dia na praça mais movimentada de Nova Iorque. Dois a quatro homens iniciaram uma disputa e um deles começou a disparar. Os suspeitos fugiram de imediato do local, de acordo com a polícia nova-iorquina, que manteve a zona encerrada até hoje.

Várias figuras políticas criticaram o aumento da violência armada em Nova Iorque, que se encontra nos piores níveis da última década, com cerca de 300 vítimas de disparos de arma ligeira até agora desde o início do ano, um número 50% acima do registado no mesmo período em 2020.

O presidente da Câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio, apelou ao "fim do fluxo de armas ilegais com destino à cidade", mas o chefe da polícia da cidade, Dermot Shea, disse numa conferência de imprensa que os seus efetivos têm vindo a apreender armas "a um ritmo alarmante nos últimos dois anos", devido ao que considerou como "más políticas".

O Provedor de Justiça, Jumaane Williams, sublinhou hoje que o tiroteio "não foi um ataque com um alvo, mas um incidente de violência de rua, numa das áreas mais reconhecidas da cidade e do mundo", salientando que o mesmo pode acontecer "em qualquer lugar", pelo que defendeu que seja dada uma resposta ao problema.

O candidato democrata a presidente da câmara, Andrew Yang, um dos favoritos às próximas eleições locais, disse hoje que Nova Iorque "não pode continuar a retirar fundos à polícia", precisamente uma das exigências dos protestos em reação à morte de George Floyd, há quase um ano, que levou a que a polícia da "Big Apple" visse o seu orçamento emagrecer em cerca de mil milhões de dólares.

Outros rivais na corrida à prefeitura fizeram críticas semelhantes, incluindo Ray McGuire, um candidato negro veterano, que pediu a Bill de Blasio para reorientar a sua estratégia, e defendeu o aumento dos agentes responsáveis pelo combate às armas.