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“Há centenas de milhões” de detritos espaciais a orbitar a Terra

Entrevista SIC Notícias

Inês D'Ávila, da Agência Espacial Portuguesa, explica quais os riscos.

Os detritos do foguetão chinês lançado no final de abril caíram no Oceano Índico, este domingo, depois de mais de uma semana de especulação sobre onde se iria despenhar. Foi um dos episódios que mais preocupação gerou nos últimos anos e voltou a levantar questões sobre o risco dos detritos espaciais.

Em entrevista à SIC Notícias, Inês D'Ávila, da Agência Espacial Portuguesa, afirma que até ao momento não existem relatos de danos causados por esta “reentrada descontrolada”, mas explica que, caso houvesse, a responsabilidade seria apontada ao país lançador, a China.

“Caso haja danos, a responsabilidade é clara e é do Estado lançador. Neste caso seria da China. Quanto aos detritos que orbitam na Terra, não existe regulamentação nem legislação. Não existem tratados internacionais, há uma grande falta desta legislação”, diz.

A especialista explica que, atualmente, existem cerca de 28 mil objetos catalocados, com cerca de 10 centímetros, a orbitar a Terra. Quando se fala em tamanhos menores, o número sobe para “centenas de milhões”.

“Estes detritos aumentam probabilidade de colisão com satélites, o que pode levar, por exemplo, a perda de sistemas de comunicação, falhas na internet, entre outros”, explicou.

NASA acusa China de falhar “normas responsáveis” pelos destroços espaciais

A NASA aponta responsabilidades à China depois da queda dos detroços de um foguetão no Oceano Índico.

Numa nota publica no site da agência espacial o admistrador da NASA, Bill Nelson, diz que a China falhou no cumprimento das "normas responsáveis" pelos seus detroços espaciais. Vai mais longe e diz que o país deve minimizar os riscos para as pessias e propriedades na terra.

Os detritos do foguetão chinês lançado no final de abril caíram no Oceano Índico, este domingo, depois de mais de uma semana de especulação sobre onde se iria despenhar.

MAIOR PARTE DO FOGUETÃO CHINÊS DESINTEGRA-SE NO REGRESSO À TERRA

"De acordo com o percurso e análise, pelas 10:24 (03:34 em Lisboa) de 09 de maio de 2021, o primeiro andar do foguetão Longa Marcha 5B reentrou na atmosfera", declarou o Gabinete de Engenharia Espacial Tripulada chinês, em comunicado.

As coordenadas fornecidas pelas autoridades chinesas apontam para um local próximo das ilhas Maldivas, no oceano Índico, a sul da Índia.

O tamanho do objeto, de cerca de 30 metros e entre 17 e 21 toneladas, e a velocidade a que viajava, perto de 28 mil quilómetros por hora, levaram à ativação das mais importantes agências de monitorização espacial do mundo, como o Pentágono ou o Serviço de Vigilância e Acompanhamento Espacial da UE (EUSST).

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