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Médio Oriente. UE mobiliza mais 8 milhões de euro em ajuda humanitária para Palestina

Ahmed Jadallah

Financiamento anunciado inclui oito milhões de euros em assistência de emergência e ainda 200 mil euros de apoio à Sociedade Palestiniana do Crescente Vermelho para prestação de assistência imediata.

A União Europeia (UE) mobilizou esta terça-feira oito milhões de euros para assistência humanitária à Palestina, verba dedicada "ao apoio às vítimas da violência recente", elevando para 34,4 milhões de euros o total de ajuda financeira este ano.

"Hoje [terça-feira], a UE aumentou a sua assistência humanitária às pessoas mais vulneráveis da Palestina em 8 milhões de euros, elevando o total para 34,4 milhões de euros este ano. O financiamento adicional será dedicado ao apoio às vítimas da violência recente", anuncia a Comissão Europeia em comunicado.

Segundo o executivo comunitário, "o financiamento humanitário da UE para 2021 ajudará a proteger os palestinianos mais vulneráveis, prestará assistência para salvar vidas e defenderá a dignidade humana".

O financiamento anunciado inclui oito milhões de euros em assistência de emergência e ainda 200 mil euros de apoio à Sociedade Palestiniana do Crescente Vermelho para prestação de assistência imediata através de serviços médicos de emergência na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental. Foram ainda mobilizados 300 mil euros para apoiar os refugiados palestinianos no Egito e uma contribuição de 500 mil euros de Itália.

Citado pela nota, o comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, salienta que, "na sequência do anúncio de um cessar-fogo, o acesso humanitário urgente é agora vital [para] aliviar o sofrimento das muitas vítimas inocentes".

"Nada pode trazer de volta as muitas vidas civis que foram tiradas neste último conflito - e estamos consternados com a morte de tantas crianças, incluindo 11 em Gaza que estavam a beneficiar de um programa de tratamento de trauma apoiado pela UE", assinala.

Segundo o comissário europeu da tutela, a UE "mantém um apoio fundamental a programas de proteção, cuidados de saúde, educação, acesso a água potável e assistência monetária", reiterando o pedido de "respeito pelo direito humanitário internacional".

Reunidos em Bruxelas na passada terça-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE exigiram um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, após a escalada de violência entre israelitas e palestinianos, com a Hungria a abster-se desta tomada de posição europeia.

Dois dias depois, o Gabinete de Segurança do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou o cessar-fogo unilateral que interrompe a intervenção militar que estava a decorrer na Faixa de Gaza. Poucas horas depois, o Hamas confirmou o cessar-fogo com Israel, que entrou em vigor na madrugada da passada sexta-feira.

O último ciclo de violência entre Israel e o movimento islâmico Hamas, que controla Gaza, causou 248 mortos, incluindo 66 crianças, no enclave palestiniano, e 12, incluindo uma criança e uma adolescente, em território israelita.

Os combates começaram a 10 de maio, após semanas de tensões entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948.