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Presidenciais na Síria. Putin felicita Assad por vitória que confirma "alta autoridade política"

Assad foi reeleito na quarta-feira para um 4.º mandato, com mais de 95% dos votos, segundo os resultados oficiais.

O Presidente russo, Vladimir Putin, felicitou hoje Bashar al-Assad pela sua vitória nas presidenciais na Síria, contestada pelos ocidentais, afirmando, num telegrama, que tal confirma a "alta autoridade política" do líder sírio.

"Os resultados da votação confirmaram plenamente a sua alta autoridade política e a confiança dos seus concidadãos", declarou Putin, segundo um comunicado do Kremlin, adiantando que aos olhos dos sírios o chefe de Estado permitiu "a estabilização rápida da situação" no país em guerra.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo também saudou hoje a vitória "convincente" de Assad nas presidenciais na Síria, denunciando além disso as críticas ocidentais em relação ao seu aliado.

A "vitória convincente do chefe de Estado em exercício" é, segundo um comunicado da diplomacia russa, "um passo importante para reforçar a estabilidade" da Síria.

Assad foi reeleito na quarta-feira, como esperado, para um quarto mandato, com mais de 95% dos votos, segundo os resultados oficiais.

A intervenção militar da Rússia na Síria desde 2015 e nomeadamente o apoio da sua aviação nos bombardeamentos contribuíram significativamente para salvar o regime de Damasco e para que, após uma década de guerra civil, Assad continue firme no comando do país.

Para Moscovo, as críticas ocidentais à reeleição de Assad constituem "uma pressão política grosseira sobre Damasco e uma nova tentativa de ingerência nos assuntos internos da Síria".

O anúncio da eleição de Assad foi feito pelo presidente do parlamento, Hammoud Sabbagha, que referiu uma taxa de participação no escrutínio de 76,6%.

A eleição decorreu nas regiões controladas pelo Governo e as regiões autónomas curdas do Nordeste ignoraram o escrutínio, tal como o grande bastião oposicionista de Idlib, no Noroeste, que conta com cerca de três milhões de habitantes.

Esta foi a segunda eleição presidencial desde o início, em 2011, de uma guerra devastadora, que envolve diversos beligerantes e potências estrangeiras. Nascido da repressão de manifestantes pró-democracia, o conflito já causou mais de 388 mil mortos.