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Moscovo dá mais um passo para reprimir a oposição política

União Europeia considera que há um padrão de repressão sistemática dos Direitos Humanos e das liberdades consagradas na constituição russa.

O Kremlin acusa Alexei Navalny de ser o homem dos Estados Unidos na Rússia, uma especie de agente, ao serviço dos interesses norte-americanos.

Navalny está detido e nega todas as acusações. Os movimentos que lidera, contra Vladimir Putin, foram ilegalizados, ontem, por um tribunal de Moscovo que os considerou grupos extremistas.

O tribunal de Moscovo proibíu a acção política de todos os membros do fundo numa sentença que serve, sobretudo, os interesses de Vladimir Putin uma vez que tira a possibilidade dos líderes do principais movimentos de oposição na Rússia se candidatarem às eleições legislativas de setembro.

A decisão do tribunal implica penas pesadas para todos os que se associem aos movimentos liderados por Alexei Navalny, trabalhem com ele ou façam doações para os grupos.

Navalny, o principal opositor de Vladimir Putin foi condenado em fevereiro a dois anos e meio de prisão por, alegadamente, ter violado os termos da liberdade condicional quando esteve internado, durante cinco meses, num hospital alemão a recuperar de envenenamento com um agente neurotóxico.

Numa publicação nas redes sociais, Alexei Navalny reagiu à decisão do tribunal de Moscovo afimando que é uma farsa da justiça e garantindo que vai continuar a desafiar o Kremlin.

A União Europeia já condenou a decisão judicial russa. Bruxelas diz que é o maior esforço feito até hoje, por Moscovo, para suprimir a oposição política independente e que confirma um padrão de repressão sistemática dos Direitos Humanos e das liberdades consagradas na constituição russa.

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