Mundo

Pamela, uma vida dividida entre Marte e a Igreja

Reprodução CNN

"Não há conflito entre a ciência e a religião".

Pamela Conrad, de 68 anos, é cientista da equipa de operações táticas da missão a Marte do robô “Perseverance”, da NASA. Mas esse não é o seu único trabalho. Ao mesmo tempo que co-investiga e analisa dados da missão, a norte-americana exerce a função de “padre” na Igreja Episcopal de St. Alban, em Maryland, nos Estados Unidos.

"Não há conflito entre a ciência e a religião", disse à CNN. "Ambos investigam as maravilhas do mundo e o nosso lugar nele."

Formada em música, ao longo do seu percurso profissional descobriu a geologia e apaixonou-se pelo meio. O objetivo era ser cantora de ópera, mas a ciência falou mais alto e acabou por fazer um doutoramento na área. Um ano depois de se ter graduado, foi contratada pela NASA, que procurava cientistas para trabalhar no projeto do robô “Curiosity”.

Foi só mais tarde que Pamela se dedicou ao estudo da religião, tendo concluído o mestrado em 2017. Logo de seguida, assumiu a liderança da sua congregação em Maryland. A partir desse momento, encontrar vida em Marte deixou de ser a sua prioridade.

"Quero deixar isso bem claro. O meu trabalho e responsabilidade principais é como 'padre' de uma igreja. Tenho deveres para com meus paroquianos e, no final, as pessoas estão em primeiro lugar. As pessoas são muito mais sensíveis do que pedras."

Ainda assim, são várias as horas que dedica ao trabalho para a missão a Marte e garante que pretende continuar a manter os dois trabalhos.