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Pequim acusa a NATO de exagerar a "ameaça chinesa"

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, recebido pelo secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, ao chegar à cimeira da NATO, em Bruxelas, Bélgica.

FRANCOIS MORI / POOL

Mostra uma "mentalidade de guerra fria" e tenta "criar confrontos artificialmente".

Pequim acusou hoje a NATO de exagerar "a teoria da ameaça chinesa", no dia seguinte à cimeira da Aliança Atlântica onde se falou do "desafio sistemático" que o regime comunista coloca.

Em comunicado, a embaixada chinesa na UE acusou a NATO de mostrar uma "mentalidade de guerra fria" e de tentar "criar confrontos artificialmente".

No final do encontro na segunda-feira em Bruxelas, os líderes dos países da NATO assinalaram a sua preocupação com a Rússia, mas também com a China.

"As ambições declaradas e o comportamento determinado da China representam desafios sistemáticos à ordem internacional baseada em regras e em áreas importantes para a segurança da Aliança", disseram os aliados.

Segundo a embaixada da China, a expressão "desafio sistemático" é "uma calúnia para o desenvolvimento pacífico" do país, que possui 20 vezes menos ogivas nucleares do que os membros da NATO.

O secretário-geral da NATO, o norueguês Jens Stoltenberg, tentou aliviar a declaração final da cimeira.

"A China não é nossa adversária, não é nossa inimiga. Mas devemos enfrentar os desafios colocados pela China para nossa segurança", afirmou Stoltenberg.

"A Rússia e a China procuram dividir-nos, mas nossa aliança é sólida. A NATO está unida e os Estados Unidos estão de volta", salientou o Presidente dos EUA, Joe Biden, em conferência de imprensa.

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