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Guterres pede cessar-fogo e acesso humanitário a zona em conflito na Etiópia

Ofensiva militar dura há oito meses.

António Guterres participou este sábado no encerramento das comemorações dos 65 anos da adesão de Portugal às Nações Unidas. Aproveitou o momento para apelar a um "cessar-fogo autêntico", na região do Tigré e reclamou "acesso humanitário a todo o território".

No Palácio das Necessidades, em Lisboa, o secretário-geral da ONU falou no conflito que dura há 8 meses na região de Tigré, na Etiópia. O conflito provocou milhares de mortos e 2 milhões de deslocados.

Na semana passada, o Governo etíope anunciou o cessar-fogo unilateral e ordenou a saída das tropas da região.

A ONU denunciou, nos últimos dias, dificuldades em chegar às pessoas que estão a necessitar de assistência em Tigray, apesar de o Governo da Etiópia ter anunciado, na segunda-feira, um cessar-fogo unilateral, que pôs um ponto final na ofensiva militar que durava há oito meses.

As áreas urbanas e estradas de Tigré seriam agora controladas por forças da oposição.

A região está sem eletricidade e as comunicações são possíveis somente por meio de telefones via satélite ou em complexos de agências humanitárias. Voos para a área continuam suspensos desde a semana passada.

Segundo dados divulgados na sexta-feira pelas Nações Unidas, cerca de 400.000 pessoas estão em situação de fome na região de Tigray, e outras 1.8 milhões em risco de passarem a estar.