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Aumenta para 180 mil as pessoas retiradas de casa em Cuba devido à tempestade Elsa

Alexandre Meneghini

Tempestade deverá enfraquecer gradualmente à medida que atravessar Cuba, esta segunda-feira.

Cuba retirou este domingo 180 mil pessoas, do lado sul do país, com receio de que a tempestade Elsa possa provocar enchentes, depois de já ter assolado várias ilhas das Caraíbas e provocado três mortos.

Durante a tarde, tinha sido anunciado que 70 mil pessoas tinham sido já retiradas das suas casas e com o passar das horas esse número cresceu para os 180 mil.

O Governo cubano já tinha aberto abrigos e tinha tomado medidas para proteger as plantações de cana-de-açúcar e cacau antes da chegada da tempestade.

A maioria das pessoas retiradas foi para a casa de familiares, as restantes foram abrigadas em instalações do governo. Centenas de pessoas, que vivem em áreas montanhosas, refugiaram-se em cavernas naturais preparadas para a emergência.

A tempestade Elsa encaminha-se para a Florida, onde o governador Ron DeSantis declarou já o estado de emergência em 15 condados, incluindo o de Miami.

Segundo o Centro Nacional de tempestades de Miami, em comunicado, este domingo à tarde a tempestade estava localizada a cerca 65 quilómetros a sudoeste de Cabo Cruz (Cuba), e dirigia-se para noroeste a 22 quilómetros por hora, registando ventos máximos de 95 quilómetros por hora. Segundo este centro, a tempestade deverá enfraquecer gradualmente à medida que atravessará Cuba, esta segunda-feira.

"Quando a tempestade Elsa emergir sobre o Estreito da Florida e no sudoeste do Golfo do México, é esperado um pequeno fortalecimento", acrescentou o documento.

De acordo com a agência de emergência e desastre das caraíbas, esta tempestade matou uma pessoa na ilha de Santa Lúcia. Já hoje, um rapaz de 15 anos e uma mulher de 75 faleceram, em eventos separados, na República Dominicana depois de paredes desabaram sobre eles.

Até este domingo de manhã, Elsa foi considerado um furacão de categoria 1, causando danos generalizados em várias ilhas do leste das Caraíbas e esta sexta-feira anunciado como o primeiro furacão da temporada no Atlântico. Entre os mais atingidos estava Barbados, onde mais de 1.100 pessoas ficaram com as casas danificadas, das quais 62 casas desabaram completamente. O governo local prometeu encontrar e financiar residências temporárias para evitar aglomeração de pessoas em abrigos em fase de pandemia.