Mundo

Governo do Haiti garante que assassinato do Presidente não ficará impune

Quatro suspeitos foram mortos e outros dois foram detidos.

A polícia do Haiti matou quatro homens e deteve outros dois que diz serem responsáveis pelo assassinato do Presidente. Na operação, foram resgatados três agentes que tinham sido feitos reféns. Não se sabe a identidade nem a nacionalidade dos atacantes.

Os suspeitos estariam escondidos numa casa, até onde foram seguidos pela polícia e pelo exército, depois de terem fugido da residência oficial, onde assassinaram o presidente do Haiti, na quarta feira.

Não se sabe quantos mais suspeitos podem estar ainda em fuga, nem foram dados detalhes sobre a identidade ou nacionalidade dos que foram abatidos e detidos.

O Governo garante que o assassinato do Presidente não ficará impune e o primeiro-ministro diz que a situação está sob controlo.

Segundo a constituição do Haiti, o lugar de chefe de Estado, depois do assassinato, deveria ser ocupado pelo presidente do Supremo Tribunal. Mas o juiz morreu há um mês, com covid-19, e nunca foi substituído.

Por não haver ninguém do Supremo para assumir o controlo político, Claude Joseph, o atual primeiro-ministro interino, decidiu que lhe competia essa função e, com o apoio da polícia e do exército, já decretou o estado de emergência no país.

Só que, para complicar ainda mais as coisas, na verdade Claude Joseph tinha sido substituído pelo Presidente poucas horas antes deste ter sido assassinado.

O substituto, Ariel Henry, diz que está a formar o Executivo e que pretende reclamar o direito ao cargo e governar a mais pobre nação do continente americano.