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Papa condena "hediondo assassinato" do Presidente do Haiti

Orlando Barría

Jovenel Moise foi assassinado na quarta-feira, em casa. A mulher do Presidente também foi ferida no ataque e hospitalizada.

O Papa Francisco condenou hoje o "hediondo assassinato" do Presidente do Haiti, Jovenel Moise, e expressou as suas condolências ao povo haitiano, numa mensagem enviada à Nunciatura Apostólica (embaixada da Santa Sé) no Haiti.

O Papa, através do seu secretário de Estado, enviou condolências ao povo haitiano e à mulher do Presidente, manifestando a sua tristeza perante este ato.

"Ao ouvir a notícia do hediondo assassinato de que foi vítima Sua Excelência o Senhor Jovenel Moïse, Presidente do Haiti, Sua Santidade o Papa Francisco apresenta as suas condolências ao povo haitiano e à sua esposa, também gravemente ferida, cuja vida ele recomenda a Deus".

Na mensagem, o Papa Francisco condena todas as formas de violência como meio de resolver crises e conflitos e deseja ao povo haitiano um futuro de harmonia fraterna, solidariedade e prosperidade.

"Como sinal de conforto, invoca a abundância das bênçãos divinas sobre o Haiti e todos os seus habitantes", lê-se na missiva.

O Presidente haitiano, Jovenel Moise, foi assassinado na quarta-feira em casa, um acontecimento que ameaça desestabilizar ainda mais o país das Caraíbas, que já enfrenta uma crise política e de segurança.

A mulher do Presidente foi ferida no ataque e hospitalizada.

O Haiti, a nação mais pobre do continente americano, regista problemas económicos, políticos, sociais e de insegurança, nomeadamente com raptos para a obtenção de resgates realizados por gangues que quase sempre ficam impunes.

O país ainda tenta recuperar do devastador terramoto de 2010 e do furacão Matthew em 2016.

A inflação tem aumentado e os alimentos e combustível escasseiam no país das Caraíbas com mais de 11 milhões de habitantes, 60% dos quais ganha menos de dois dólares (1,69 euros) por dia.