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Primeiro-ministro britânico ilibado de irregularidades após aceitar férias nas Caraíbas

Jeremy Selwyn

Em causa estão umas férias de luxo nas Caraíbas após a vitória nas eleições legislativas no final de 2019.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, não violou o código de conduta parlamentar ao aceitar umas férias de luxo nas Caraíbas após a vitória nas eleições legislativas no final de 2019, conclui esta quinta-feira a autoridade responsável por garantir o cumprimento das regras.

A declaração de interesses fornecida pelo líder conservador é "precisa e completa, e não encontramos violação" das regras, refere o relatório da comissão da Câmara dos Comuns responsável pelo assunto.

Lamenta, no entanto, que os arranjos "informais" para financiar a estadia não tenham sido comunicados imediatamente em detalhe, nem por Boris Johnson, nem pelo benfeitor, o empresário David Ross, um financiador do Partido Conservador.

Férias nas Caraíbas

Boris Johnson e então namorada Carrie Symonds, com quem se casou no final de maio, passaram o Ano Novo na ilha de Mustique.

Na sua declaração de interesses, o chefe do Governo indicou que as férias no valor de 15.000 libras (17.500 euros no câmbio atual) lhe foram oferecidas pelo empresário David Ross, fundador do antigo grupo Carphone Warehouse.

Mas o Ross lançou a confusão ao negar, inicialmente, ter adiantado tal quantia, antes de voltar atrás nas declarações, o relatório conclui que existiu um "arranjo informal" para financiar a estadia numa casa na mesma ilha que não pertence ao empresário.

Downing Street sempre garantiu que tudo foi declarado devidamente e que o primeiro-ministro respeitou às regras.

Em maio, uma outra investigação criticou o primeiro-ministro por ter agido de forma "imprudente" pela forma como financiou as obras de renovação do apartamento privado no edifício da residência oficial, em Downing Street.

Embora tenha concluído que existiu conflito de interesses, Christopher Geidt, assessor independente do Governo para estes assuntos, disse que Johnson deveria ter sido "mais rigoroso na forma como seriam financiadas" as obras, pagas em parte pelo financiador do partido Conservador, o milionário David Brownlow.