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Polícia turca lança operações para deter 229 pessoas supostamente ligadas a clérigo islâmico

Clérigo islâmico, Fethullah Gülen, ex-aliado do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) do Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Charles Mostoller

Seguidores do Fethullah Gülen, ex-aliado do governante Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) do Presidente turco foram declarados como pertencentes a uma "organização terrorista".

A polícia turca lançou esta segunda-feira várias operações para deter 229 membros ativos e demitidos do exército, acusados de pertencer à rede de seguidores do clérigo islâmico Fethullah Gülen, a quem Ancara atribui o golpe militar fracassado de 2016.

Segundo a agência de notícias Anadolu, 125 pessoas foram detidas nas primeiras horas desta segunda-feira, depois das operações - ordenadas pelo procurador-chefe da província de Esmirna - terem sido lançadas simultaneamente na madrugada desta segunda-feira em 47 das 81 províncias do país.

Dos suspeitos, incluindo dois coronéis, 86 pertencem à marinha, às forças terrestres, ao comando da força aérea, ao comando geral da polícia militar e ao comando da guarda costeira, enquanto 143 são estudantes da academia militar, expulsos após o golpe fracassado.

Os seguidores Fethullah Gülen, ex-aliado do governante Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) do Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, foram declarados como pertencentes a uma "organização terrorista" após a tentativa de golpe ocorrida há cinco anos, a 16 de julho de 2016.

Desde então, o Governo turco expulsou, em várias operações, pessoas pertencentes à administração pública e ao setor da educação, com mais de 100.000 detenções e a demissão de mais de 130.000 funcionários públicos.

Cerca de 50.000 pessoas, a grande maioria civis, foram colocadas em prisão preventiva.