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Guiadó diz ter sido alvo de tentativa ilegal de detenção. Maduro acusa-o de terrorismo

Aumenta a tensão política na Venezuela.

Intensifica-se o ambiente de tensão política na Venezuela. O principal opositor ao Governo, Juan Guaidó, diz ter sido alvo de uma tentativa ilegal de detenção, ao mesmo tempo que um aliado de Guaidó foi retido pelas autoridades. Nicolás Maduro acusa o dirigente detido de terrorismo e traição.

As imagens foram disponibilizadas pela comitiva de Juan Guaidó e mostram o carro do principal oposicionista ao Governo de Nicolás Maduro a ser abordado por homens encapuzados e armados na garagem do prédio onde vive.

Um homem ainda foi retirado à força da viatura, mas a operação não terá sido inteiramente bem-sucedida.

Apesar das marcas de violência no vidro frontal e outra de tiro na janela lateral do passageiro, Juan Guaidó saiu do veículo, momentos depois, já com a presença da imprensa, e de apoiantes, alertados pelas redes sociais. Os mesmos que escoltaram para fora do edifício o veículo que alegadamente conduzia os homens que tentaram a detenção de Guaidó. Não se sabe se pertencerão à mesma brigada que deteve Freddy Guevara, antigo vice-presidente do congresso, aliado de Juan Guaidó.

Pouco depois, numa intervenção transmitida pela televisão estatal venezuelana, Nicolás Maduro dava conta da acusação da justiça venezuelana contra personalidades, entre as quais Guevara, alegadamente financiados e apoiadas por grupos de extrema direita.

Estes acontecimentos podem perturbar as conversações entre Governo e oposição marcada para o México e moderadas pela Noruega, previstas para antes das eleições regionais de novembro.

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