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Começar uma vida nova em Itália: região da Calábria oferece 28 mil euros a quem se quiser mudar

O Governo local pretender atrair novos habitantes, principalmente jovens, para contrariar a tendência de declínio populacional.

A região da Calábria pede alguns requisitos, mas garante que, ao longo de três anos, pagará até 28.000 euros a quem se mudar para uma das cidades.

O objetivo desta iniciativa do Governo local é contrariar a tendência de declínio populacional e atrair jovens até aos 40 anos. Quem for aceite para o programa tem 90 dias para fazer a mudança.

As cidades, com uma média de 2.000 habitantes cada, são Civita, Samo e Precacore, Aieta, Bova, Caccuri, Albidona, Sant'Agata del Bianco, Santa Severina e San Donato di Ninea.

Para se ser elegível para o programa, para além de ter mais de 18 e menos de 40 anos, tem de se provar ao Governo local que se está disposto a criar um negócio, seja ele do "zero" ou uma oferta já existente. É também necessário transferir a residência para um dos municípios da Calábria e ainda ser natural de uma cidade italiana com população superior a 2.000 habitantes ou de outro país.

Gianluca Gallo, vereador regional da Agricultura e Desenvolvimento Económico, disse à CNN, que esperam atrair jovens pró-ativos e millennials ávidos por trabalhar. Este vereador explica ainda que o subsídio mensal será entre 800 e 1.000 euros durante dois a três anos. No entanto, pode haver a alternativa de um financiamento único para apoiar o lançamento de uma nova atividade.

"Tivemos até agora um grande interesse pelas aldeias e, esperançosamente, se este primeiro ano funcionar bem, é provável que continue nos próximos anos", disse Gianluca Gallo.

O vereador regional da Agricultura e Desenvolvimento Económico acrescenta também que “é uma resposta concreta ao despovoamento de áreas do interior que ainda têm muito a dizer em termos de valorização arquitetónica e turística”. Mais de 75% das vilas da Calábria - cerca de 320 - têm atualmente menos de 5.000 habitantes, o que leva a temer que algumas comunidades possam desaparecer em poucos anos.

"É uma resposta social, mas também empreendedora, para quem quer arriscar ou ter uma vida diferente. E é uma resposta às nossas pequenas comunidades que ainda têm uma grande vontade de continuar a viver", acrescenta o vereador.

As candidaturas a este programa devem ser lançadas nas próximas semanas.