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Julgamento de Netanyahu por corrupção adiado pela quarta vez

Ronen Zvulun

Devido a "razões pessoais" da testemunha principal do caso, Ilan Yeshua.

O julgamento do ex-primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu foi adiado pela quarta vez, esta quinta-feira, e a próxima audiência está marcada para 13 de setembro, a pedido do ministério público, devido a "razões pessoais" da testemunha principal do caso, Ilan Yeshua.

A sessão seguinte estava agendada para a próxima segunda-feira, 19 de julho, e foi agora remarcada para depois do intervalo judicial de verão, que começa na próxima semana, anunciou o Tribunal do Distrito de Jerusalém.

A decisão do tribunal poderá implicar que o julgamento não seja retomado antes de outubro, já que setembro é um mês cheio de feriados em Israel, devido às celebrações judaicas relacionadas com a chegada do outono.

Processo judicial parado devido a sucessivos adiamentos

O processo judicial contra o ex-primeiro-ministro encontra-se paralisado desde 16 de junho, e os sucessivos adiamentos prendem-se com um desacordo entre o ministério público e a defesa sobre como gerir novos documentos que serão adicionados como provas: mensagens retiradas do telemóvel de Yeshua, ex-diretor do portal digital Walla.

Netanyahu é acusado de fraude, suborno e abuso de confiança em três casos separados de corrupção, conhecidos como 1.000, 2.000 e 4.000, e é-lhe imputada a receção de presentes em troca de favores e tratamento preferencial para receber uma cobertura positiva da comunicação social sobre ele e a sua família.

A atual fase de julgamento começou em princípios do passado mês de abril, com o depoimento de Yeshua, a quem Netanyahu terá oferecido favores em troca de cobertura favorável, no caso 4.000, pelo qual o ex-chefe do Governo israelita poderá ser condenado a vários anos de prisão.

Netanyahu abandonou a 13 de junho o cargo de primeiro-ministro, que ocupou durante 15 anos, os últimos 12 consecutivos (1996-1999 e 2009-2021), depois de uma grande e diversa coligação de oito partidos se ter formado para o apear do poder.