Mundo

Britânico detido em Espanha por piratear contas Twitter de figuras públicas

Canva

O suspeito é ainda acusado de "assédio online de uma vítima menor".

Um cidadão britânico foi esta quarta-feira detido em Espanha, a pedido dos Estados Unidos, por ser suspeito de piratear 130 contas de figuras públicas na rede social Twitter em julho de 2020, anunciou o Departamento de Justiça norte-americano.

Joseph O'Connor, de 22 anos, foi formalmente acusado pela justiça federal pelo seu papel no ataque considerado espetacular que visou, entre outras, as contas do atual Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, do antigo Presidente Barack Obama, e dos empresários Elon Musk e Bill Gates, e pelo qual três jovens norte-americanos já foram judicialmente perseguidos.

"Além do ataque ao Twitter a 15 de julho de 2020, O'Connor é indiciado por intrusões informáticas ligadas à tomada de controlo de contas TikTok e Snapchat", bem como pelo "assédio online de uma vítima menor", precisou o Departamento de Justiça norte-americano em comunicado.

No verão passado, a rede social Twitter foi alvo de um ataque particularmente embaraçoso, tendo em conta a visibilidade das contas pirateadas.

Nelas, foi exibida uma mensagem exigindo aos seus titulares um pagamento em bitcoins, a enviar para um endereço de internet.

Segundo o inquérito, o golpe teria permitido aos piratas arrecadarem um total de 100.000 dólares (84.800 euros ao câmbio atual).

O Twitter, cuja imagem ficou gravemente afetada, explicou que o ciberataque elegera um grupo dos seus funcionários, a quem, por meio de uma operação de phishing por telefone, sacara as respetivas credenciais, o que permitiu depois aceder às contas pirateadas.

A justiça rapidamente chegou a três jovens piratas: Graham Clark, um cidadão norte-americano de apenas 17 anos, Mason Sheppard, um britânico de 19 anos, e Nima Fazeli, um norte-americano de 22 anos.

Depois de se ter declarado culpado, o primeiro, considerado o cérebro do ataque, foi condenado em março a três anos de prisão efetiva.