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Caso de homicídio resolvido mais de 30 anos depois nos EUA

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Com recurso à menor quantidade de ADN alguma vez utilizada numa investigação deste género.

O caso da morte de uma jovem de 14 anos, em 1989, em Las Vegas, nos EUA, foi desvendado com recurso à menor quantidade de ADN alguma vez utilizada numa investigação deste género, conta a BBC.

Stephanie Isaacson foi encontrada morta, há 32 anos, perto do caminho que normalmente fazia para a escola. Foi agredida e estrangulada.

Aden Ocampo-Gomez

Na altura, o caso foi arquivado por falta de provas, mas agora surgiu uma nova tecnologia que permite analisar quantidades mínimas de ADN.

O caso foi reaberto este ano, depois de uma doação pessoal, que financiou a investigação. Os dados de ADN foram enviados para um laboratório de sequenciação de ADN e com recurso a uma nova tecnologia disponível, a polícia informou, na última quarta-feira, que identificou o suspeito da morte de Stephanie Isaacson.

O pouco ADN que existia do agressor, o equivalente a apenas 15 células humanas, foi suficiente para ser cruzado com um banco de dados genealógicos e, a partir daí, foi possível identificar o primo do suspeito.

Segundo a BBC, os inspetores encontraram correspondência com o ADN de Darren Roy Marchand, que esteve também associado a um outro homicídio, em 1986. Como ainda havia registo do ADN de Marchand, conseguiram confirmar a correspondência.

No entanto, o homem nunca chegou a ser condenado e morreu em 1995.

O presidente do laboratório disse à BBC que esta descoberta foi um grande "marco".

"A partir do momento que conseguimos obter informações através de uma quantidade tão pequena de ADN, abre-se uma porta para que muitos outros casos, que foram arquivados, sejam resolvidos."

A mãe de Stephanie Isaacson, num comunicado a que a BBC teve aceso, diz que nunca acreditou que o caso pudesse ser resolvido: "Estou feliz por terem descoberto quem matou a minha filha".