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Germano-italiana acusada na Alemanha de espionagem em favor da China

Klara K. é acusada de apoiar o marido nas alegadas atividades de espionagem, que têm vindo a ser realizadas desde 2010.

Uma mulher com dupla nacionalidade alemã e italiana foi acusada de espionagem depois de ser considerada suspeita de se ter tornado há vários anos uma informadora dos serviços secretos da China, revelaram esta segunda-feira fontes judiciais alemãs.

Os procuradores alemães indicaram que Klara K. é mulher de outro suspeito, Klaus K., que foi detido em julho sob suspeita de espionagem na sequência de uma acusação apresentada num tribunal de Munique, em maio. A acusação contra Klara K. foi também apresentada em maio, acrescentaram os mesmos procuradores, salientando que só agora é que a acusação foi formalizada.

Os nomes completos dos dois suspeitos não foram revelados, em linha com o que são as regras de privacidade alemãs.

Klara K. é acusada de apoiar o marido nas alegadas atividades de espionagem, que têm vindo a ser realizadas desde 2010. Klaus K. é um cientista político e liderou um 'think tank' desde 2001.

Segundo os procuradores, funcionários dos serviços secretos chineses contactaram o casal quando este realizou uma visita de estudo a Xangai em junho de 2010.

Ambos são acusados de passarem regularmente informações aos serviços secretos chineses "antes ou depois" de visitas à China ou durante a participação em conferências organizadas por multinacionais até novembro de 2019.

Essas informações, alegaram os procuradores, vieram sobretudo de "interlocutores políticos de alto nível" com os quais o casal entrou em contacto devido ao trabalho para o 'think tank'.

Os promotores alegam que as viagens para reuniões com funcionários da inteligência chinesa foram pagas e que o casal também recebeu "gratificações".