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Turquia enfrenta há sete dias a pior onda de incêndios da última década no país

Pelo menos oito pessoas morreram e milhares estão deslocadas.

Há sete dias que a pior onda de incêndios da última década na Turquia consome florestas e obriga a evacuar zonas residenciais e turísticas. Pelo menos oito pessoas já morreram.

O Governo de Erdogan tem sido criticado por não ter investido em novos aviões de combate aos incêndios.

De acordo com o Governo, 16 aviões e 51 helicópteros tentam esta terça-feira afastar as chamas de três cidades costeiras em zonas turísticas como Marmaris.

A União Europeia já enviou ajuda, com cinco aviões cisterna da Croácia e de Espanha.

Quase 140 incêndios que deflagraram em 30 províncias desde a última quarta-feira foram dados como extintos, mas há ainda dezenas de fogos ativos. Os bombeiros e a população enfrentam as chamas alimentadas por ventos fortes, humidade baixa e temperaturas acima de 40 graus.

Residentes e turistas continuam a juntar-se aos milhares de pessoas que já foram retiradas, de barco ou em colunas de camiões, das zonas ameaçadas pelo fogo.

As autoridades turcas têm afirmado que alguns incêndios terão sido provocados por elementos de milícias curdas. Os especialistas apontam, no entanto, para as alterações climáticas como a principal explicação para a dimensão dos fogos que deflagraram não apenas na Turquia, mas também em Itália e na Grécia.

A vaga de calor que afeta o Sul da Europa, provocada por uma massa de ar quente do Norte de África, fez os termómetros subir a máximas de 45 graus na Grécia. Perante a maior vaga de calor em mais de 30 anos, o Governo grego pediu à população que limite o consumo de energia elétrica.

Em julho de 1987, uma onda de calor semelhante matou mais de mil pessoas na Grécia.

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