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25 mil pessoas de regresso a Cabo Delgado

ONU avisa que segurança ainda não está garantida.

Estão a regressar a casa milhares de moçambicanos que há seis meses foram obrigados a fugir da província de Cabo Delgado. As Nações Unidas consideram o regresso prematuro uma vez que a segurança na região ainda não está garantida, mas as autoridades locais têm incentivado os deslocados a voltar.

Meio ano depois, continuam bem visíveis as marcas da violência dos ataques dos extremistas armados na região de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. Um dos ataques mais brutais aconteceu em Palma e obrigou à fuga de cerca de 100 mil pessoas.

Apesar da presença dos militares ruandeses e de outros países africanos, que forçaram o recuo dos insurgentes, a zona mantém-se instável. De acordo com a Organização Internacional para as Migrações, quase 750 mil continuam deslocadas internamente, grande parte em campos improvisados controlados pelos militares ruandeses.

Para fazer frente à violência dos grupos armados, o govermo moçambicano teve de pedir ajuda militar aos países vizinhos. Os ataques dos jihadistas, que provocaram milhares de vítimas, interromperam um projeto bilionário de gás natural, no qual estão alicerçadas parte das expectativas de crescimento económico de Moçambique na próxima década.