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Homicídio de deputado britânico com possíveis ligações ao extremismo islâmico

David Amess tinha pedido mais esforços para travar o aumento do número de ataques com facas no círculo eleitoral que representava.

O ataque com uma faca que tirou a vida a um deputado britânico na sexta-feira foi considerado pelas autoridades como um atentado terrorista. O suspeito do crime foi detido. Os políticos e a sociedade britânica uniram-se na condenação do crime.

Um ataque terrorista com possíveis ligações ao extremismo islâmico. É assim que a morte do deputado conservador está a ser descrito pelas autoridades britânicas.

David Amess tinha 69 anos e estava num encontro com eleitores, na Igreja Metodista de Belfairs, em Essex, no sudeste de Inglaterra, quando um homem de 25 anos o esfaqueou várias vezes.

A polícia acredita que o homem agiu sozinho e, por isso, diz que não está à procura de mais suspeitos.

O primeiro ministro britânico visitou, na manhã deste sábado, o local do crime, depositou flores e cumpriu um minuto de silêncio.

Em 2016, a deputada do Partido Trabalhista Jo Cox tinha sido morta por um militante de extrema-direita, uma semana antes do referendo que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia.

David Amess fez campanha a favor do Brexit. Deputado desde 1983, representava o distrito eleitoral de Southend West desde 1997. Era contra o aborto e defensor dos direitos dos animais.

Casado e com cinco filhos, David Amess tinha pedido, já este ano, ao primeiro-ministro e ao Governo que prestassem mais atenção e mobilizassem mais esforços para travar o aumento do número de ataques com facas no círculo eleitoral que representava e noutras localidades do país.

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