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Massacre de Santa Cruz: um momento de viragem na luta pela independência de Timor-Leste

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12 de novembro. Há 30 anos, dezenas de pessoas morreram, em Timor-Leste. Militares indonésios dispararam contra uma multidão, no cemitério de Santa Cruz, em Díli. As imagens correram o mundo.

Foi um momento de viragem na luta pela independência de Timor-Leste. A 12 de novembro de 1991, militares indonésios disparam contra cidadãos timorenses, no cemitério de Santa Cruz, em Díli. Morreram dezenas de pessoas.

Mais de duas mil pessoas tinham-se dirigido a Santa Cruz para homenagear o jovem Sebastião Gomes. Uma multidão protestava junto ao cemitério, durante as cerimónias fúnebres do ativista morto por militares indonésios dias antes, no bairro de Motael. Nesse momento, as forças indonésias abriram fogo sobre a multidão em protesto.

O massacre foi filmado por um jornalista britânico, Max Stahl. As imagens correram o mundo. Algumas delas mostravam jovens a rezar em português numa pequena capela do cemitério. Nessa altura, surgiu uma onda de solidariedade entre os portugueses em relação à luta pela independência, que se manteve até ao referendo de independência de 1999.

Morreram 74 pessoas no local e mais de 120 no hospital ou perseguidos nos dias seguintes.

"Passou a ser a questão número um da diplomacia portuguesa"

O ex-Presidente timorense José Ramos-Horta considera que o massacre lançou o problema para o palco internacional e ajudou a mobilizar uma "resposta formidável da diplomacia portuguesa".

"Como resultado de Santa Cruz a questão de Timor passou a ser a questão número um da diplomacia portuguesa. As embaixadas portuguesas em todo o mundo tinham Timor como primeira questão", frisou o Prémio Nobel da Paz.

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