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Ucrânia: EUA autorizam envio de armas norte-americanas para Kiev pelos países bálticos

20.01.2022 12:31

WASHINGTON, DC – JANUARY 19: U.S. President Joe Biden answers questions during a news conference in the East Room of the White House on January 19, 2022 in Washington, DC. With his approval rating hovering around 42-percent, Biden is approaching the end of his first year in the Oval Office with inflation rising, COVID-19 surging and his legislative agenda stalled on Capitol Hill. (Photo by Chip Somodevilla/Getty Images)

Desde o ano passado, a administração do Presidente norte-americano, Joe Biden, já aprovou o envio de cerca de 575 milhões de euros em armas para a Ucrânia, incluindo 175 milhões de euros no mês passado.

Os Estados Unidos da América (EUA) aprovaram os pedidos dos países bálticos para enviar armas de fabrico norte-americano para a Ucrânia face aos receios de uma invasão russa, avançou hoje um responsável norte-americano citado pela agência AFP.

Os EUA estão “a acelerar as transferências autorizadas de equipamentos de origem norte-americana de outros aliados”, afirma um responsável do Departamento de Estado em Berlim, onde se encontra o chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, para debater com parceiros europeus a questão da Ucrânia.

“Os aliados europeus têm o que precisam para avançar com mais ajuda à segurança da Ucrânia nos próximos dias e semanas”, acrescenta.

Uma fonte relacionada com estes procedimentos de autorizações esclarece, citada pela agência de notícias francesa AFP, que a aprovação foi dada a pedidos urgentes feitos pela Estónia, Letónia e Lituânia.

As quantidades exatas e os tipos de armas não foram especificados, mas os arsenais dos países bálticos incluem nomeadamente mísseis antitanque Javelin (usados pelo exército dos EUA).

“Decidimos enviar armas e outras ajudas (para a Ucrânia)”, confirma o ministro da Defesa lituano, Arvydas Anusauskas, segundo o qual esta medida “visa dissuadir” a Rússia de qualquer ataque.

“A história mostra-nos que fazer concessões ao agressor acaba por levar a uma grande guerra. Não queremos fazer isso. Qualquer país que se queira defender deve ter a oportunidade de o fazer”, acrescenta o ministro.

Rússia mobiliza militares para a Ucrânia

Dezenas de milhares de militares russos, bem como tanques e artilharia, estão a ser mobilizados para as imediações da fronteira com a Ucrânia desde o final do ano passado, manobras que têm preocupado particularmente os três países bálticos, que também estão nas imediações da Rússia.

Desde o ano passado, a administração do Presidente norte-americano, Joe Biden, já aprovou o envio de cerca de 575 milhões de euros em armas para a Ucrânia, incluindo 175 milhões de euros no mês passado.

Uma invasão em vista?

Kiev tem pressionado os ocidentais para entregarem mais armas de defesa à medida que aumenta a tensão com Moscovo e a suspeita da preparação de uma potencial invasão russa ao país vizinho.

O Reino Unido anunciou na segunda-feira que pretende enviar armas antitanque para a Ucrânia, enquanto a Alemanha rejeitou a ideia de entregar armas a Kiev, alegando que isso só agravará as tensões.

Na quarta-feira, Joe Biden avisou que invadir a Ucrânia “será um desastre para a Rússia” e reiterou ameaças de sanções económicas nunca vistas.

O Presidente russo, Vladimir Putin, “nunca viu sanções como as que prometi que serão impostas se ele se mover em direção” à Ucrânia, disse Biden, numa conferência de imprensa que assinalou o primeiro ano do seu mandato presidencial, que hoje se cumpre.

A Rússia tem reiterado que nunca aceitará a integração da Ucrânia na Aliança Atlântica, mas o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Ryabkov, reafirmou na quarta-feira que Moscovo não tem intenções bélicas face à Ucrânia.

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