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George W. Bush sofreu tentativa de assassinato organizada pelo Daesh

24.05.2022 18:21

ARLINGTON, TEXAS – OCTOBER 06: Former President George W. Bush attends the NFL game between the Dallas Cowboys and the Green Bay Packers at AT&T Stadium on October 06, 2019 in Arlington, Texas. (Photo by Ronald Martinez/Getty Images)

O FBI conseguiu detetar esta conspiração através de dois informadores e da monitorização da conta do Whatsapp do líder da operação.

O Daesh planeou o assassinato do antigo Presidente dos EUA, George W. Bush, em Dallas. A revista Forbes teve acesso ao mandado de busca emitido pelo FBI a 23 de março, que detalha o esquema e a complexa logística por detrás desta tentativa de assassinato.

Um membro do Daesh (o autoproclamado Estado Islâmico, organização terrorista criada após invasão do Iraque em 2003), residente nos EUA, viajou até Dallas, em novembro, para filmar a residência do ex-Presidente norte-americano. De acordo com fontes oficiais, este membro estava responsável pela vigilância e pelo recrutamento de membros para cumprirem esta missão.

Os assassinos eram seus compatriotas, que teriam de entrar ilegalmente para os EUA, a partir do México.

O alegado “cabecilha” da operação disse que pretendia assassinar o Presidente George W. Bush, porque achava que este era responsável por matar muitos iraquianos e destruir o país após a invasão militar dos EUA no país, em 2003.

(Photo by David McNew/Getty Images)

O plano foi arruinado pelo FBI, que descobriu o esquema através do trabalho de dois informadores e da monitorização da conta do Whatsapp do líder da operação.

O suspeito terá entrado nos EUA em 2020, tendo apresentado um pedido de asilo, que se encontra pendente, de acordo com as autoridades norte-americanas.

Dois agentes do FBI conseguiram infiltrar-se no seio desta organização terrorista conseguiram apurar que o líder também tencionava executar um ex-general iraquiano, que terá ajudado os norte-americanos durante a guerra no Iraque, que acreditava estar a viver sob uma identidade fictícia nos EUA.

Em novembro do ano passado, o membro do Daesh revelou ao agente do FBI, que se encontrava infiltrado, que pertencia a uma unidade intitulada “Al-Raed”, que significa “Trovão”, liderada pelo ex-piloto iraquiano de Saddam Hussein, que morreu recentemente.

Para além disso, através de uma fonte confidencial do FBI, o suspeito revelou planeava a entrada nos EUA de quatro iraquianos localizados no Iraque, Turquia, Egipto e Dinamarca para ajudarem na operação. Um deles seria “o secretário do ministro das finanças do Daesh”, informou o FBI à revista Forbes.

Até sete membros da organização terrorista seriam enviados para os EUA com o objetivo de assassinarem o Presidente Bush, enquanto o trabalho do principal suspeito era “localizar e conduzir a vigilância das residências e/ou escritórios do Presidente George W. Bush e obter armas de fogo e veículos que seriam utilizados na missão”.

O alegado “cabecilha” da operação descreveu os recrutas como “ex-membros do partido Baath, no Iraque, que não concordam com o atual Governo e eram exilados políticos”, informou o FBI.

O chefe pessoal do Gabinete de George W. Bush, Freddy Ford, disse que o “Presidente Bush tem toda a confiança no mundo nos Serviços Secretos norte-americanos”.

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